segunda-feira, abril 19, 2010

Para quê?

Bem, já lá vai quase um ano que não escrevo no blog. Como é estranho o sentir... Partes deste ano parecem ter passado tão rápido contudo, outras existem que, em poucos meses, vivi novas vidas.

Este tempo todo não foi preenchido por um vazio completo de expressão literária. Escrevi em verso. De rajada como quem purga todos os seus pecados antes de enfrentar a decisão final.

Não postei os poemas nem os partilharei pelo blog porque são de uma dureza e crueldade que, mesmo notória na prosa, intensificou-se – leia-se refinou-se – na necessidade de transmitir muito em poucas palavras.

Estou uma pessoa diferente da Renard que tanto vos cativava. Longe vão os dias de raposinha que encantava pelo amor à humanidade e pelas questões existenciais que ininterruptamente lhe rasgavam o peito e destruíam a alma. Está feito. O capítulo acabou e comecei outro na certeza de que não sei e, provavelmente nunca saberei, as respostas àquelas perguntas.

Aprendi que nada aprendo e que não existe sempre, nunca, jamais, etc.

O que verdade é hoje, amanhã é crime emocional! Nunca saberemos viver porque evolve constantemente e é impossível delimitar estratégias ou comportamentos padrão para serem utilizados em “situações daquele tipo”. O mais provável é, embora inicialmente similar às outras, acabarão com uma séries de outras premissas em mãos que vos obrigará a desfazerem completamente todo e qualquer conceito feito dogma em nós.

Acabei por deixar de sentir necessidade de sublimar a dor e angústia que me perseguem porque os aceitei como meus e eternos. Já não vou divagar ou questionar o que metamorfoseia a uma velocidade maior da que, de momento, consigo pensar.

A verdadeira “dor de pensar”... Ficar com dor de cabeça por falta de capacidade de raciocinar à velocidade a que me atiram as peças que compõem o puzzle que começa e finda a cada dia. Sim... Agora vivo um dia de cada vez. Não por inteligência, sapiência ou maturidade, mas mesmo por não conseguir visualizar a vida mais de um dia de cada vez.

1º desafio: levantar-me da cama de manhã. Uma autêntica tortura física, emocional e espiritual que me parece sempre desnecessária;

2º desafio: chegar à hora do almoço com a capacidade de voltar ao trabalho depois de ter relaxado;

3º desafio: chegar às 18h sem ter as dores ao nível do enjoo físico;

4º desafio: conseguir levantar-me do sofá antes das 23h30 que é a hora de deitar...


E assim se repete. E assim vivo. E assim penso.


A pergunta impõe-se de forma gritante: Para quê?

domingo, julho 19, 2009

Quem está vivo sempre aparece

Se bem que o conceito “vivo” é bastante trivial…

Minha Tribo, desculpem a ausência prolongada, mas por vezes as mãos ao passarem pelo teclado levam-nos para outros sítios que não sabíamos que existiam e por lá ficamos uns tempos

Não me esqueci de vocês e lembro-me das nossas reuniões com carinho e saudade.

Eu tomo uma infinidade de medicação. Todos o sabem e nunca escondi a ninguém. Agora juntaram-se mais uns cuidados paliativos para compensar os efeitos secundários dos auxílios atenuantes anteriores…

Já lido com isto há mais de uma década. Já nem me queixo e aceito o que me prescrevem sem perguntar sequer o que vou sofrer de novo. Aguento e pronto…
Faço isto para me manter viva. É uma facto que sem a medicação morreria lentamente e em agonia. Assim vou desfalecendo ainda mais devagar e num tormento prolongado… Vai-se lá perceber estas coisas…

Existem relações assim… Fazem-nos bem mas têm efeitos secundários violentos e previsíveis. Sabemos que, a médio prazo, teremos de suspender este laço e descontinuar esta coexistência sob pena de nos extinguirmos um ao outro e a todos os que nos rodeiam.

A ressaca é o pior. A saudade. As boas memórias que nos aquecem o coração e nos fazem sorrir. O impulso de sucumbir à vontade de fingir que nada se passou…

Tenho o terrível defeito de ser teimosa. Não é muito visível por não ser patológico em discussões sem significado mas é premente nas minhas relações. Quero à força fazer as pessoas felizes. O meu amor por elas é proporcional ao esforço que faço para lhes proporcionar o mais pequeno momento de alegria.

Mas existem muros que, ao não serem derrubados, impedem-me de chegar ao núcleo e sinto-me inútil porque sou expulsa de dentro dele com uma violência que acho que ele não entende.
O querer mostrar o que é um amor incondicional e uma amizade que pode dobrar com o vento mas não quebra. A resiliência de ficar ali ao lado e passar por tudo sem sentido de obrigação mas com prazer de ser parte dos momentos mais importantes da vida dele. Bons ou maus, estar. Somente, estar.

A nossa espécie já não entende isto. A desconfiança e o cinismo que nos pauta bloqueiam-nos os sentidos e não concebemos acções de boa índole sem esperar algo em troca.
Já fui usada vezes sem conta. Sou usada diariamente por dezenas de pessoas e sei-o. Não me importo. E daí? É para isso que sirvo. Dou a minha permissão para me por os pés em cima, limparem os sapatos e só voltarem quando se sujam novamente. E pior, gosto que o façam…

Por vezes sorrio ao pensar que quem me usa pode sorrir perante a minha ingenuidade de não perceber os esquemas. Eu entendo-os perfeitamente, simplesmente não o digo e ajudo no que posso.
O não ajudar teria uma efeito pior em mim do que o aproveitarem-se de mim.

É uma acto egoísta, eu sei…

Lá está, estranho o conceito de estar vivo…

quinta-feira, fevereiro 19, 2009

O Elefante e a Raposa

Era uma vez um elefante doente que sentia que estava na hora de começar o caminho para o sítio onde iria, finalmente, morrer. Planeara despedir-se da manada e começar o seu caminho solitário mas, antes que o pudesse fazer, ficou separado dos restantes após uma debandada provocada por um ataque de leões.Durante dias chamou a favor do vento esperando ouvir uma resposta para se poder despedir dos que amava mas o tempo passava e, enfraquecido e triste, resolveu fazer o caminho que sabia de cor por ter ouvido os anciães a descrevê-lo nas noites frias da savana.Já havia percorrido um longo trecho quando se sentiu incomodado pela sensação de estar a ser observado. Olhava em redor mas não via nada senão a vegetação alta e seca e as raras árvores baixas comuns à paisagem.Resolveu parar para beber um pouco de água num buraco ali perto. Quando se baixou, viu reflectidos na água um grupo de caçadores furtivos que se escondiam atrás da vegetação.Percebeu logo que não estavam ali para o matar mas para o seguirem até ao cemitério dos elefantes onde encontrariam uma reserva infindável de marfim.Não podia deixar que isso acontecesse. A localização dos cemitérios da sua espécie era um dos segredos mais bem guardados da natureza e não deixaria que as mãos sujas e gananciosas dos humanos tocassem nos ossos e dentes dos seus antepassados.Resolveu começar a andar às voltas na esperança que os caçadores se cansassem e o deixassem em paz.Caminhou em círculos durante semanas e sentia-se cada vez mais ansioso devido à persistência dos humanos.Um dia, do nada, surgiu uma pequena raposa. Por pouco não a pisava mas ela, manhosa, conseguiu evitar a pata dele a tempo.Perguntou-lhe que fazia ele ali sozinho sem manada. A raposa sabia que os elefantes moviam-se em grupos e estranhou a caminhada solitária do colosso.O elefante explicou a história à pequena raposa enquanto caminhavam lado a lado. Sempre em círculos para despistar os perseguidores.A raposa queria ajudar o seu novo amigo mas sentia-se impotente por ser pequena e por saber que os caçadores a matariam sem hesitar.Passaram-se semanas, meses. O elefante ficava cada vez mais frágil e a raposa percebia que, a cada dia, o objectivo do seu amigo moribundo ia ficando menos provável.Um dia o elefante encostou-se a uma árvore de ébano e disse num suspiro à raposa que a sua luta tinha chegado ao fim mas que morria satisfeito por ter, pelo menos, evitado que os caçadores desonrassem o seu cemitério.Falaram a noite toda e a raposa adormeceu encostada ao elefante.Quando os primeiros raios de sol bateram no focinho da raposa esta acordou e, sentindo o corpo frio do seu grande amigo, percebeu logo que este tinha, finalmente, encontrado o merecido descanso.A raposa começou a chorar de tristeza por ter perdido o seu amigo e pela impotência de não o ter ajudado a chegar ao seu destino. O seu pranto foi interrompido por uma sucessão de gargalhadas que fizeram com que os seus pêlos do dorso se eriçassem. Hienas!Não! Não haveriam de comer o seu amigo. Lutaria até à morte se fosse preciso mas não deixaria que lhe tocassem.Rapidamente viu-se rodeada de hienas que começavam a investir, trincando o corpo sem vida do elefante e deixando pedaços de carne solta onde mordiam.Lutou com todas as suas forças para impedir que as hienas chegassem ao cadáver do amigo mas era constantemente repelida com dentadas e encontrões.Após umas horas, muito ferida e exausta, a raposa sentou-se ao longe enquanto via as hienas e os abutres desfazerem a carcaça que, no dia anterior, tinha sido o seu melhor amigo.Ainda hoje a raposa conta a história de coragem do seu amigo elefante e sabe que, se não fosse ela, já ninguém se lembraria do elefante e não se conheceria o seu acto final de bravura e altruísmo.Mas quando vê estátuas de pau-preto, ainda os olhos se enchem de lágrimas lembrando os dias que caminhava sob o sol quente conversando com o seu amigo Elefante.

sábado, dezembro 20, 2008

Bom Natal

Olá Amigos.
Sei que peco pela ausência ultimamente mas o pouco tempo que me resta para escrever, uso-o para outras aventuras literárias.
Para as minhas queridas que finalizam este ano de uma forma menos boa, espero que este Natal vos encha com o espírito que só esta época tem. É pena que assim seja, mas as coisas são como são. A vós apenas posso reiterar que “a raposinha” continua aqui para o que der e vier e os laços são mesmo eternos.
Em tom de desabafo vos digo que não é época do ano que estime particularmente porque a hipocrisia reina e a amargura da vida arde com mais fervor. Sendo ateia, o significado religioso perde-se e, por isso, nada de conversas sobre nascimentos e afins.
No entanto, não posso deixar de agradecer os votos que me têm enviado e retribui-los. Às “minhas meninas”: Blue Velvet, Teresa, Avó Pirueta, F@, ¼ de Fada, Isabel (BC),Martinha e Zilda Cardoso, um grande beijo e abraço caloroso de Natal com todo o meu carinho. Aos meus rapazes: Tanacea, Pijaminha e Gigante aquele abraço de alguém que vos adora. E tu, ó Pijaminha, as saudades são muitas mas só aumenta a força do abraço que te vou dar!
E claro, não seria um post meu se não vos dissesse: Gosto muito de vocês!

segunda-feira, dezembro 15, 2008

David e Golias

Aquilo que nos poderá acontecer na vida é completamente imprevisível. Até me podem dizer, com toda a razão, que ao fumar me estou a predispor para uma lista infinita de cancros e a reduzir significativamente o meu tempo de vida. E daí?

Já fui confrontada com a minha frágil mortalidade inúmeras vezes sem que tivesse feito nada para que isso me acontecesse. Aliás, sinto-me numa constante corda bamba que oscila violentamente cada vez que me sento numa sala de espera de um consultório médico. Penso amiúde na nova doença que me irá sair na lotaria ou que novas complicações terão surgido.

Sei que levar uma vida de excessos não é o caminho certo. Auto-destruir-me não me irá ajudar em nada e, pior, pode me levar a uma morte lenta e dolorosa. Mas isso não implica que não reavalie a minha vida. Que não chegue à conclusão tardia de que me tenho impedido de aproveitar ao máximo o que existe à minha volta.

Tenho as minhas obrigações familiares e profissionais. Tenho “deveres” para com a minha família e amigos que foram prometidos num pacto silencioso no dia que lhes disse que gosto deles ou que os amo. No dia em que criei laços.

No que concerne ao resto, farei o que bem me apetecer. Se me apetecer dormir, dormirei; Se quiser beber ou fumar, fá-lo-ei; Se almejar comida pouco saudável, comerei com gosto; Se desejar aventuras sexuais inconsequentes, seja!

Tomo 9 medicamentos diferentes todos os dias. Nas suas variadas dosagens dá entre 14 a 21 comprimidos e/ou cápsulas por dia. Como costumo dizer, desde que existam medicamentos…

Não me venham dizer o que me faz mal ou bem quando lido diariamente com efeitos secundários e intermedicamentais. Tem de ser porque me fazem bem? Pois, quando fumo também se sinto melhor…

O que tem de ser tem muita força e aceito isso. Mas há dias que me sinto o David perante o Golias.

quinta-feira, novembro 27, 2008

Frases Encantadoras

- És uma mulher de palavras. – Disse a propósito de alguma coisa ou de um nada a meio da conversa…
Estava a ler textos que mantenho escondidos do mundo na minha pequena caixa de jóias…
- Tens umas frases encantadoras. – Disse referindo-se a uma questão avulsa no meio de tantas outras que me assombram à noite e não me dão o devido descanso:
“Ser adulto é chamar hoje "utopias" àquilo que ontem chamávamos o futuro possível?”
Partilhamos a língua materna e modos de pensar que vêm agregados a outra forma de educação. Metafisicamente existem patamares onde nos encontramos em discussão onde outros nunca se atreveriam a entrar.
É o meu boetie. Em meia dúzia de meses tornou-se meu “irmão de sangue” e, frequentemente, é o meu refúgio da dor.
É realmente extraordinária a forma como percepciona o mundo. Intrigante e, sempre com algum mistério, vai-se desvelando aos poucos deixando-nos com ânsia de o conhecer melhor e entender o que o impulsiona.Aliena-se de tudo e todos com um simples exercício mental tornando-se invísivel para aqueles que não quer que o vejam e muito presente para os que estima.
Estudioso da matéria viva de que somos feitos e da interacção humana, surpreende pela astúcia de quem observa ao longe mas capta tudo.Abstracto na forma de expressão com que é dotado, percebê-lo totalmente é um desafio prazeroso e engraçado. Exercício mental “in extremis”, sensação de vitória em cada concordância.
Mas que nos presenteia com algumas frases encantadoras, lá isso presenteia…

HERE'S TO US BOETIE:

sábado, novembro 22, 2008

We're just telling stories!

There is fiction in the space between you and me:




Minhas lindas:

Continuo sem palavras para escrever. Por isso deixo esta música genial da Tracy Chapman falar por mim. A todas, espero que as vossas ânsias estejam em via de ou já resolvidas. Mesmo ausente no blog, estou sempre aqui para vos ler ou ouvir, seja no mail ou no telemóvel.
Força! Lembrem-se que nos reunimos por uma razão. Somos únicas no mundo e sabemos que o essencial é invisível aos olhos.

Para sempre a vossa Raposinha dos abraços gigantes.

terça-feira, outubro 28, 2008

Telegrama de chocolate

Recebi dois hoje. Um literal e outro experiencial…

Daquelas coisas que, não sabendo como, nos adoçam a boca até quando julgamos nunca voltar a acontecer. Perdida toda a fé na humanidade - a única réstia de crença que ainda tinha - eis senão que existe um acto de bondade pura que rejuvenesce esta utopia que carrego comigo de que ainda existem pessoas boas no mundo.

Disseram-me em tempos que um dia ia ser grande. Ia ser conhecida. Ia ser alguém na vida! Finalmente sinto que sou. Fui agraciada com amizades de proporções épicas. Sou alguém na vida porque significo alguma coisa para estes Titãs com quem tenho a honra de privar.

Depois de assistir a uma tempestade no alto do Olimpo, desci o cume sentindo que a cada passo descendente ia me reduzindo à minha insignificância. O estatuto necessário para se viver na casa dos deuses atinge-se com a experiência de vida e a sapiência que dela se tira.Erro comum o pensar que por termos ganho a estima de deuses que alguma vez poderemos nos comparar a eles. Mas sendo quem são, logo, logo, nos põem no nosso lugar.

Contudo a minha vida está repleta de heróis que, vivendo connosco comuns mortais, em nada se comparam a nós. A humildade com que se misturam com os demais não significa que sejam nossos semelhantes. Todos os reconhecem pela luz que deles emana, menos eles que, ao viverem na ignorância do seu estatuto, são mais felizes.

A pequena centelha de esperança na humanidade que ressurgiu em mim faz-me sentir que Prometeu me escolheu para dar o fogo aos restantes. Que se calhar, uma mão cheia de nós podemos usar esse fogo para reacender as mentes nesta Idade das Trevas. Aquilo que se vai ganhando em facilidade de obter informação vai-se perdendo nas capacidades sociológicas e no conhecimento genuíno.


Afinal de contas, que nos interessa seremos “Homo Sapientíssimo” se vivermos confinados a nós próprios? De que serve a sabedoria se não tiver como objectivo último a partilha? De que será de nós se o toque humano for substituído pela luz trémula do ecrã e a velocidade com que conseguimos digitar uma SMS ou um e-mail? Será que anos a conversar virtualmente fará com que, com a evolução, as nossas cordas vocais deixem de ser necessárias? Voltaremos a falar por gestos e grunhidos? Alguns de nós já o fazemos.

Viver custa! Caramba se custa! Mas virem as costas aos nossos pares e procurem acolhimento junto a uma máquina que funciona apenas para aquilo que foi programada e uma coisa vos garanto: jamais saberão quão doce é receber um telegrama de chocolate!!!!

sábado, outubro 25, 2008

May God's Love Be with You - Para o Gigante





I picture you in the sun wondering what went wrong
And falling down on your knees asking for sympathy
And being caught in between all you wish for and all you seen
And trying to find anything you can feel that you can believe in
May god’s love be with you
Always
May god’s love be with you
I know I would apologize if I could see your eyes
’cause when you showed me myself I became someone else
But I was caught in between all you wish for and all you need
I picture you fast asleep
A nightmare comes
You can’t keep awake
May god’s love be with you
Always
May god’s love be with you
’cause if I find
If I find my own way
How much will I find
If I find
If I find my own way
How much will I find
You
I don’t know anymore
What it’s forI’m not even sure
If there is anyone who is in the sun
Will you help me to understand
’cause I been caught in between all I wish for and all I need
Maybe you’re not even sure what it’s for
Any more than me
May god’s love be with you
Always
May god’s love be with you

sexta-feira, outubro 24, 2008

O novo homem da minha vida…

… é sueco. Como prometido a algumas pessoas do meu círculo mais íntimo aqui do mundo virtual, passo a explicar o porquê dos meus textos mais depressivos e dolorosos.

Aqui há uns tempos fui fazer umas análises de despiste para confirmação duma possível Fibromialgia. O diagnóstico estava feito mas o Neurologista, sendo um céptico em relação a esta doença, achou por bem testar o meu sangue para tudo o que existe nas nossas células sanguíneas.

Descobriu-se que tenho marcadores genéticos para uma doença auto-imune. Fiquei, literalmente, lívida e faltou-me a força nas pernas quando desliguei o telemóvel. Tenho um tio que tem uma doença auto-imune gravíssima e já me imaginava no pior dos cenários.

Para vos poupar uma procura no Google, as doenças auto-imunes são aquelas em que os nossos anti-corpos, que têm o objectivo de nos proteger contra infecções, bactérias, vírus e afins, resolvem atacar variadas partes do nosso corpo. A razão desta agressão interna continua um mistério para a comunidade científica.Consoante o alvo escolhido pelos anticorpos as doenças variam no nome e gravidade. Por exemplo, a esclerose múltipla destrói o tecido que reveste as células do sistema nervoso central; a Miastenia Gravis prefere aniquilar as válvulas… Não, não tenho nenhuma das duas. Recuso-me a dizer o nome daquela que me foi diagnosticada para que não se ponham a investigar… Existem assuntos que merecem ficar na ignorância.

A que me saiu na lotaria não é das piores. Nem em termos de sintomas nem na rapidez a que leva à total e irreversível degradação do corpo. Nem sei se já se manifestou ou não… Passo a explicar: os marcadores genéticos referem-se a uma predisposição para determinada doença ou condição. Não existe uma obrigatoriedade de alguma vez vir a sofrer da doença contudo tenho de ser vigiada de 6 em 6 meses e estar atenta a qualquer alteração fisiológica relacionada com a síndrome.

De momento, estou condicionada a fazer uma vida o mais saudável possível para que, juntamente com medicação adequada, consiga estabilizar ao ponto de fazer desaparecer todos os outros sintomas que fui criando em 12 anos de doenças, exames e médicos de todas as especialidades.Daqui a 3 meses repetirei as análises e encontrar-me-ei de novo com o Internista para delinearmos um “plano de acção”.

Como me sinto? Assustada. Injustiçada. Cansada. Triste.A sensação de ser uma bomba-relógio não me agrada. Muito menos a incerteza daquilo que realmente se passa comigo. Contudo, nada de preocupações. Estou a digerir a informação que ainda é recente e, daqui a nada, estarei novamente “pronta para outra”.

E como o prometido é devido, cá têm a explicação.

segunda-feira, outubro 20, 2008

Hei-de lá chegar…

Ao entendimento que um dia pensei ter conseguido. Sentia-me bem por pensar-me diferente daquilo que fui em tempos. Não cair nas mesmas armadilhas e enjeitar dar ouvidos aquelas vozes que nos levam às escolhas que nos magoam e, consequentemente, os outros.

Precipito-me. Defeito que já me trouxe tantos dissabores… Por vezes, recuso-me a ouvir a razão e deixo-me levar pelos conselhos e racionalizações dos demais pensando-me incapaz de decidir sozinha. Erro duma forma ou de outra. Seja por decisão minha ou levada pela opinião dos que amo, falho redondamente.

Dizem que sou jovem. Que me faltam muitos anos para aprender a viver… A idade não se mede em anos mas na intensidade com que se vive aqueles que já por nós passaram. Além disso, não sei se me resta muito tempo para descobrir ou não. Ninguém sabe a própria data de expiração. Mesmo os moribundos não têm hora marcada. A alguns resta esperar que o dia chegue na esperança que, numa possível segunda hipótese, a fortuna seja mais favorável.Outros vivem alheios desta nossa certeza que somos um grão numa imensa tempestade de areia.

Poucos entendem ao que me refiro quando me auto intitulo de “alma velha”. Também não será aqui que passarei a explicar a importância desta minha definição.Apenas sei que o sou e que estou cansada. De viver, viver, viver e sentir que desaprendo a cada dia que passa. Mudam as premissas constantemente e falta-me a capacidade e vontade de continuar a batalhar contra uma corrente que parece arrastar todos à minha volta comigo. Uma onda que me varre sem aviso levando comigo aqueles que amo.

Sou imatura, ingénua e, até, ignorante em tanta coisa. Mas noutros aspectos sei demasiado para algum dia conseguir viver em paz comigo. A única triste conclusão que consegui tirar de praticamente três décadas a remar contra a maré…

Resiliência? Nenhuma. Vontade de continuar? Não por mim. Curiosidade? Só se for para ver quanto mais posso aguentar sem perder a cabeça.

Hei-de lá chegar…

domingo, outubro 19, 2008

quarta-feira, outubro 15, 2008

Tempo

Sem dúvida o conceito mais subjectivo da vida de qualquer um de nós. Já dizem os anglo-saxónicos: “ Time flies when you’re having fun” (o tempo voa quando nos estamos a divertir).
Quantas vezes não nos aconteceu estarmos com alguém de quem gostamos e uma hora passar num pestanejar ou num batimento cardíaco. Horas de conversa parecerem milésimos de segundo e que tanto, aliás tudo, ficou por dizer…Seis horas a dançar numa discoteca só nos afectar no dia seguinte porque nos doem” as cruzes” e o nosso andar ganha um contorno diferente… Um certo arrastar das pernas estranho….
Por outro lado, por mim falo, nas aulas, por exemplo, olhava para o relógio tantas vezes por hora que não sei como não fiquei com Síndrome de Movimentos Repetidos no pulso esquerdo. Completamente alheia aos bons modos, esquecia-me por completo de onde estava e bocejava alto e bom som como um leão na savana depois duma bela sesta à sombra. Não me conseguindo ver, desconfio que até aquele movimento de desenrolar a língua de dentro da boca fazia…
-Ó Renard, então?! Estou a enfadar-te?
(Sempre vi esta pergunta como retórica. Quer dizer se eu estava a bocejar a resposta já tinha sido dada. Por esta e outras razões, sempre me escusei de responder….)Esta é a expressão que mais vezes ouvi, depois de “Renard cala-te!”, durante os 19 ou 20 anos que estudei… Quase me engasgava ao me aperceber daquele gesto de besta que estava a fazer e ao tentar fechar a boca rapidamente. O que vale é que com a minha personalidade encantadora, grande parte do corpo docente durante a minha vida simpatizou comigo e não fui castigada muitas vezes…
Mas isso sou eu que acho que o conhecimento como algo obrigatório é doentio. Além disso, ser professor é uma vocação. E desses, aqueles que nasceram para contar histórias, tive poucos. Contudo, por me terem prendido a atenção e terem conseguido que me interessasse por aquilo que me estavam a tentar ensinar, estarão sempre tatuados na minha memória.
Quantas vezes deixamos de fazer ou dizer algo por falta de tempo e uma crença inabalável que no futuro o faremos? Depois existe uma curva apertada da qual não estávamos à espera e o futuro acabou ali e fomos tarde demais. Agora utilizo uma condução defensiva na vida. Tento ao máximo dizer às pessoas o que por elas sinto. Tantas vezes que, talvez, me achem estranha ou desequilibrada. Todavia, são mais as situações que me puno por aquilo que não fiz ou disse do que pelo inverso.
Ah, que sorte têm os que acreditam na vida após a morte e na capacidade de comunicarmos com aqueles que já partiram… Mesmo assim aconselho que amem e respeitem as pessoas quando ainda respiram. Depois de mortas não parece carinho mas hipocrisia. A verdade é que temos de aceitar todos como são enquanto cá andamos juntos e não vê-los como santos assim que o seu coração cessa de bater.
O conceito de ter todo o tempo do mundo existe e está certo… Mas para cada um de nós, esse tempo “todo” difere. Podem ser décadas como podem ser anos, meses, e por aí adiante.
Não deixes para amanhã um “gosto de ti” que podes dizer hoje… Porque o tempo, esse, não espera por ninguém.

terça-feira, outubro 14, 2008

Tudo a seu tempo…

Estava a precisar de um apertão urgentemente. Algo que me pusesse as situações e reacções em perspectiva. O entender a importância que aquilo que fazemos e nos fazem tem realmente para a nossa vida.
Não descuro que realmente já fui abaixo por assuntos absolutamente ínfimos aos olhos de outros mas, todavia, importantes para mim… “Por isso é que eu sou eu e não sou tu”, respondo novamente à criança do “Der Himmel Under Berlin”.
Mas crescer é isso mesmo. O auto-conhecimento. Esse é o único que nos pode abrir os horizontes para a preparação dos muitos desafios que se vão atravessando no nosso caminho ao longo do corredor.
Contudo a vida é cruel e o apertão foi com um pouco de força demais. Deixou-me lívida e sem reacção. Apenas a sensação que só podiam estar a brincar comigo:
- Não pode ser! Então mas… Quer dizer… Os outros agem mal mas eu é que…
Algo vai mal com a justiça divina ou o equilíbrio kármico. Acho eu… Não sou uma pessoa por aí além. Não sou santa. Também convenhamos que a vida de Madre Teresa de Calcutá não era bem para mim… Porém, tento ser o melhor que posso. Ás vezes até sou melhor do que devia ser. Sou tomada por papalva e deixada a sentir-me parva.
OK… O que interessa é que consciência com eu me deito e que me permite dormir à noite é a minha. Cada um sabe o que faz e os porquês. Eu de mim sei… Dos outros já não me deixo levar em especulações. Se dormem bem com as suas acções, força nisso! Na certeza que eu já não estarei lá nem como vítima nem como audiência.
O sentimento de não merecermos determinado azar é normal e já fui confrontada demasiadas vezes com ele. O ser humano é um bicho estranho. Temos muitos defeitos… Demasiados… Mas temos igualmente a capacidade de nos habituarmos a tudo. Até aos apertões com que somos presenteados de tempos a tempos.
Calma e estupidez natural impõem-se. As decisões a serem tomadas e as atitudes que advirão da necessidade de me libertar do sufoco que o apertão me poderá provocar virão a seu tempo. Tudo a seu tempo…

domingo, outubro 12, 2008

O corredor

Estoicamente vou aguentando o silêncio que ecoa. Palavras amontoam-se no fundo da garganta e os pensamentos vão criando paredes de entulho em volta da lucidez.
Quando acompanhada não deixo que se instale o mutismo e encho o ar de sons embora saiba que se trata apenas e só de ruído.
Aproveito a audiência para não ficar a sós comigo e todos os momentos de descanso dos meus devaneios são bem-vindos.
Um corredor estreito e infinito, repleto de portas de ambos os lados paralelamente alinhadas, arquiva o passado, o presente e o futuro. Durante uns tempos deixei as portas que me ficam nas costas e fui abrindo as portas que tinha adiante. Atrás de cada nova porta, uma renovada história, sensação, medo ou anseio. Por vezes, mesmo sabendo estarem trancadas, tento forçar as portas além do meu conhecimento na ânsia de responder a perguntas cuja solução permanece obscura.
Agora começa a faltar-me novamente a coragem de querer abrir as portas. Sei de antemão que mesmo não querendo, elas escancare-se-ão para me mostrar aquilo que contêm quer eu queira saber o seu conteúdo, quer não.
Apetece-me sentar-me no corredor com as pernas recolhidas até ao peito. Abraçando-me e com a cabeça nos joelhos, não quero sair do meu lugar. Querer que o tempo pare. Me dê um descanso. Os fantasmas que saem das portas já abertas vagueiam pelo corredor assustando-me e fazendo com que as lágrimas me encham os olhos.
Espectros que pensava já presos no seu tempo voltam para me assombrar e trazendo à lembrança episódios há muito recalcados por baixo do amontoado de papeis e livros que enchem as salas do corredor.
A ambição nunca a tive e a curiosidade que me impelia a abrir as portas esgotou-se. Por vezes parece que aquilo que estou a ver é uma repetição de outras salas, outras vidas que pensava nunca mais ter de enfrentar.
Novos demónios surgem no horizonte e a arrojo escorre com areia por entre os dedos.
Apetece-me voltar ao tempo em que o corredor se mantinha na ignorância abençoada que vem com a inocência que nos define em crianças. Antes da consciência de ser…

domingo, outubro 05, 2008

Aquele Abraço

Passados 15 minutos a olhar para o teclado de olhos enevoados a tentar lembrar-me de todas as sensações que me assolaram no sábado decidi deixar os meus dedos vaguearem pelo teclado e autorizei-os a falarem por mim.

Tanto amor... Mas tanto que pairava à volta daquela mesa. Começou aos poucos. Os peitos relaxaram, as respirações tornaram-se confortáveis, aqueles estranhos, de repente, tornaram-se o autores dos blogues que lemos todos os dias e os rostos tornaram-se familiares como os daqueles que conhecemos há anos...
Os beijos e abraços que tão levianamente deixamos uns aos outros durante dias, semanas, meses e até anos, materializaram-se.
A vergonha mantinha o corpo colado à cadeira e os gestos que tanto me apetecia partilhar ansiavam por tornarem-se reais e palpáveis. A estima que sentia ao olhar em redor era tanta que me fechava a garganta num nó bem apertado. Como o palhaço da ária, o desconforto era superado fazendo rir a audiência.
- Pode ser que assim não percebam a vontade incomensurável que tenho de chorar de alegria, pensava...
Só o gigante olhava para mim percebendo em cada gesto meu, em cada engolir em seco, a felicidade que se espelhava nos meus olhos e me mantinha a boca num sorriso constante...
Mandada a vergonha e compostura para trás das costas, gritei dentro da cabeça, WHY NOT? e desatei a abraçar todos com toda a minha força e energia. Queria que me sentissem. Que sentissem o quanto gosto delas e que as palavras escritas são todas verdadeiras e vindas dentro do âmago daquilo que sou. Do sítio onde guardo os afectos para aqueles que verdadeiramente o merecem. Bem lá no fundo onde ninguém consegue me magoar porque este centro nevrálgico está guardado por amor. Como na ideia que fundou a tribo, quem vier por mal AQUI não entra.

Já li todos os vossos textos e comentários sobre o dia de ontem. Cada uma de vocês tocou-me à sua maneira e como se costuma dizer "estão cá dentro". Aqueles abraços que tanto gosto me deram são a minha forma particular de vos dizer:

"Winter, Spring Summer or Fall
All you got to do is call!
And I'll be there, yes I will
You got a FRIEND!"

Adoro-vos a todas e, naquilo que for preciso, sabem onde estou.

quinta-feira, outubro 02, 2008

Cometa

Para mim este fenómeno astronómico tem um significado diferente e único. É um dos nomes que uso para definir um dos meus amigos mais próximos por achar que, também ele, é um prodígio de rara beleza e único na forma como fica burilado na existência daqueles que têm a honra de se cruzar com ele. Tal como os cometas, por muito tempo que possamos vê-los e admirar a nossa boa fortuna de termos vislumbrado um durante a nossa vida, deixam-nos saudosos e com a sensação que deviam ser eternos.

Que se leia com clareza e sem artifícios literários que me refiro ao autor do texto publicado abaixo: João Lázaro.
Tenho a sorte de ter acesso a estes textos magníficos e, melhor que isso, sou Amiga da pessoa que tece estas palavras mágicas cheias de significado.
Embora exista uma diferença expressiva de idades entre nós, o nosso entendimento é perfeito. Não se pense que se deve a uma maturidade extrema da minha parte. Nada disso. Este entrosamento de personalidades e maneiras de ser/pensar deve-se a um conhecimento profundo e único que o João tem das pessoas independentemente da sua idade, sexo, credo ou classe.
Foi ele que me ensinou o valor de ser humano. Só se nos virmos todos como totalmente humanos e frágeis, somos todos iguais. Mesmo que muitos o queiram negar ou esconder, não há como dar a volta a um facto tão óbvio mas, tantas vezes, esquecido e desprezado.Antes de o ter conhecido tinha vergonha da minha humanidade. De todos os defeitos e, algumas qualidades, que vêm agregadas a esta herança. Agora aceito e, finalmente, já não me vejo como um pária ou alguém que não tem lugar onde quer que esteja. Só assim posso melhorar-me constantemente… Acima de tudo, foi ele que me ajudou a encontrar o meu lugar e isso será uma dívida que terei para com ele até morrer.
Se tivesse de definir o João Lázaro numa palavra diria, sem hesitação, resiliência. Capacidade indelével de poucos e admiráveis seres.

Cada nova conversa traz um novo nível de aprendizagem de factos que ignorava e que me põe a pensar sobre as coisas com perspectivas cada vez mais centrífugas. Amadureci e tornei-me melhor pessoa e tenho a agradecer a um cometa que, espero, manter na minha vida durante uma eternidade tão fugaz e rápida que nos define como humanos.

João: levanto o copo num brinde ao nosso primeiro aniversário de conhecimento. Ainda faltam 40. Tem paciência comigo, sabes que demoro o meu tempo a aprender. Pode ser que daqui a uns 39 anos possas dizer: finalmente entendeu! Mas não desesperes, o Papa pode ser complicado mas um Cardeal…

terça-feira, setembro 30, 2008

ESCREVA-SE O FUTURO EM MAIÚSCULA

que os dias e instantes que aí vêm o merecem e são coisa de todos nós. O presente, esse não existe e mais não é que um artefacto da contemplação do passado.

No meu tempo é que era, dizem os incautos, iludidos que vivem na memória de uma idade que foi, esquecidos que são de viver amanhã, esse instante que se constrói em cada pequeno gesto do quotidiano.

Há dias, cidade fora, passeava-se uma anciã de cabelos de prata, curva dos anos, chita florida a cobrir-lhe o tronco, resplandecente de passado com saia vermelha tingida a sangue, achinelados os pés a pisar uma terra que ainda é sua. Pela mão passeava um daqueles desusados carrinhos de compras prenhe de objectos mil, inúteis e entesourados. Entoava uma ladainha onde se confundiam preces a um deus e humanas imprecações, impiedosa e brutal no seu dizer da zanga contra os demais, justa apreciação que da sua alma fizeram lama. Caminhava e caminhava e caminhava para lugar nenhum, rodopio próprio de quem teme que a inacção antecipe a morte. Fiquei para ali um tempo, desatento das costumadas conversas, deslumbrado por aquela Harpia que visitava a cidade em busca de uma alma que lhe devolvesse essoutra sua há muito perdida.

Em volta havia jovens, muitos, a gozar o sol e a vida como lhes é devido, ruidosos numa felicidade costumeira e que dava ainda mais brilho ao dia. Senti-me ponte e passagem, passado e futuro, ser e transformação, que amanhã não deveria ser mais possível haver gente perdida assim da vida e de si. Senti-me confiante, também, que tenho para mim haver entre as mulheres e homens de amanhã gente capaz do discernimento de recusar a herança de uma sociedade que lhes deixamos, honesta no desejo de uma civilização melhor, mais justa e solidária. Porque quero crer que os jovens de hoje são gente maiúscula e muitas são as vezes em que me surpreendem pelo entendimento do que os rodeia, críticos e intempestivos, com soluções utópicas que os fazem sonhar mas que transformam cada pequeno gesto na saga de um futuro que lhes pertence por direito próprio.


João Lázaro
Psicólogo Clínico Director Artístico do TE-ATO

segunda-feira, setembro 29, 2008