sexta-feira, agosto 10, 2007

O FRUTO PROIBIDO....

Reza a expressão que o fruto proibido é o mais apetecido. Foi assim no Jardim do Eden quando Eva comeu a maça proibida por Deus e é assim ainda hoje.
Aquilo que a razão nos diz para não tocarmos é exactamente aquilo que nos atrai mais e nos impele a cada minuto para provar, saborear, degustar... Pecado prazeroso....Maldito êxtase prazeroso e embriagador... O desejo a correr nas veias "envenenando" o sangue com luxúria e exitação.
Imaginando fazer o impossível num qualquer canto escuro, seguros dos olhares penetrantes e inquisidores. Bela utopia que me faz aguar e arrepiar os sentidos. Que me tira o sono à noite, me faz acelerar a pulsação e morder o lábios de antecipação cada vez que saio de casa e sei que o meu objecto de fixação estará lá sorrindo para mim, olhando-me com gula...
Todos as moléculas do meu corpo querem fundir com as dele tornando-nos uno, nem que por um milésimo de segundo fosse. A explosão dos sentidos, o fogo de artifcio do prazer, a dormência das extremidades, a dor do intenso prazer.... A dor do querer e não poder... A dor de sentir e de ter de reprimir... A dor do fruto proibido....

terça-feira, julho 03, 2007

Um reflexo da tua mente

Uma casa composta. Uma família normal. O quebrar de um sonho. A separação. Os estranhos. O fumo na cara. O olhar de reprovação. A dor da minimização. O isolamento. Quatro paredes. O silêncio, por vezes apaziguador, outras ensurdecedor. A luz. A escuridão. Os demónios. Sempre os demónios. Medo, tenho medo. Não quer mais dor. A fuga. Mais uma estranha. Barraram o caminho. Barreiras à minha volta. Solidão. Quatro paredes. Um refúgio. Uma emboscada. Chegam os demónios. Volvidos 30 anos ainda os demónios. Amo, destruo. Dou-me e depois a fuga. A dor. Não quero mais dor.

domingo, abril 29, 2007

Carta a ti….

Perante a adversidade, somos compelidos a fugir ou desistir porque inatamente a dor não é algo que aceitemos de bom grado. Mas a verdade, é que as coisas que realmente valham a pena, aquelas que ao morremos teremos mais orgulho de ter conseguido são exactamente as que nos levaram o corpo e alma.
Humanos somos e sempre seremos e haverá alturas que acharemos que não temos a capacidade de ultrapassar a barreira se impõe.
Valerá a pena? Já dizia o poeta respondendo ao colega: tudo vale a pena quando a alma não é pequena. E não existem almas pequenas. Existem almas degeneradas, partidas e desfeitas, mas pequenas, não…
Estamos despedaçados. Todos. Não se pense por um segundo que a nossa dor é só nosso. Biliões de pessoas estão a lidar com as suas próprias dores ao mesmo tempo que nos lamuriamos das nossas. Se estão pior ou melhor, pouco interessa. Jamais consolarei a minha dor sabendo da dor alheia.
No entanto se puder fazer algo para minimizar a dor de alguma dessas pessoas, minimizarei a minha como se duma catarse se trata-se. Uma linda simbiose de dois seres humanos. Um que cura o outro e aquele que fica curado trata as feridas do curador.
Num mundo cada vez mais minado de inveja, egoísmo, egocentrismo, às vezes questiono-me se não voltamos aos tempos das trevas. Não do conhecimento mas das emoções…
Rezam as lendas gregas que houve uma vez um belo rapaz que estava apaixonado por si próprio e que passava dias vislumbrando o seu reflexo nas águas do lago. Um dia distraído com tamanha beleza, caiu ao lago e morreu afogado. Esta história tem, pelo menos, 6 mil anos… Já correrem litros de tinta sobre ele e, inclusive, o nome do rapaz faz parte do nosso léxico demonstrando um dos nossos mais proliferados “pecados”. Chamava-se Narciso. E é a ele que se deve hoje a palavra Narcisista… É, obviamente, uma parábola, da mesma forma que é um dos 7 pecados mortais, o orgulho. A incapacidade de vermos para além de nós próprios.
Migo, sabes que esta é para ti.
Errar é humano. Ter defeitos é humano. Superá-los é heróico.
Estou cá para ti.
FORÇA

sexta-feira, abril 06, 2007

Boa Páscoa

Mas quem teve a infeliz ideia de inventar esta época religiosa. Tudo porque há 2007 anos atrás um nazareu de 33 anos morreu crucificado em Israel… Gajo simpático sem dúvida e uma forma martirizante de morrer, mas será que era ele um mártir ou, simplesmente um doente com síndrome de Messias que caiu no goto numa altura em que os judeus eram subjugados por um povo externo com a complacência dos próprios ortodoxos judeus?
Mera coincidência… Surge uma figura que se apresenta como sendo algo diferente e inovador perante uma vida cheia de restrições impostas por um povo estranho e diferente, politeísta…
De que vive a fé afinal? Quando é que os seres humanos mais se dedicam à fé? Em momentos de aflição… Sempre.
Senão recuemos e contextualizemos o que se passava em, aproximadamente, 18 d.C. O povo semita vivia em relativa paz com os muçulmanos que também habitavam a Palestina. Os romanos decidem que querem aquele território, bastante interessante de um ponto estratégico, e ocupam-no. Reacção dos judeus?? A de sempre. Complacência. Fiquem cá, governem-nos mas dêem-nos a nossa liberdade religiosa e a 1ª instância de direito antes de recorrer a vocês que serão como um Tribunal Supremo.
Entretanto surge um visionário vindo de Nazaré que diz que devemos todos amar-nos e pardais ao ninho, todas aquelas histórias que já ouviram… Como disse, gajo simpático.
Temos então um novo elemento, um salvador. Há quem diga que se proclama filho de Deus, embora nem todos estejam de acordo com isso.
Que representa aqui Cristo? Uma saída. Uma saída da malfada vida regida por um povo autoritário e sanguinário que não tinha nada de estar a ocupar um território que não lhes pertencia.
Enfim, chega da parte religiosa antiga. Vamos fazer um Fast Foward até 2007….
Ontem “sexta-feira santa”, prestou-se um género de culto de agradecimento ao Sr. Cristo por ter morrido para o nosso bem… Vejamos… Diariamente morrem quantas pessoas? Quantas destas pessoas morrem a salvar outras de um forma palpável, por exemplo um bombeiro que entra num edifício e salva alguém e perde a própria vida deixando para trás uma viúva e 2 crianças menores?
E mais… A crucificação deve ter doído uma coisa estúpida, mesmo, mesmo… Durou um dia de agonia… Coitado de Jesus, realmente teve azar, era uma altura que não se usava forcas, injecções ou cadeiras eléctricas. Enfim, o “pai” podia tê-lo mandando numa época que a sentença de morte fosse mais simpática. Mas também compreendo que perdia parte do impacto… O sangue e tal dá outro aspecto.
E se Cristo tivesse morrido de um lento e agonizante cancro como o meu Avô, o Sr. Portela ou o meu Tio Rui. Apodrecer aos poucos com dores diárias, olhar em volta e ver os nossos entes queridos e questionarmo-nos quanto mais tempo poderei estar com eles?
Quantas pessoas por minuto descobrem no mundo, que, depois de uma vida regrada e com cuidado, sempre tentando fazer o melhor por si e pelos outros, estão sentados num consultório médico e ouvem a notícia da sua crucificação. Cancro na mama, testículo, pulmão, ossos, pele, língua, estômago, intestinos, baço, fígado, e mais um não acabar de órgãos que podem dar-nos esta bela surpresa.
Uns valentes anos de sofrimento para a pessoa e para quem a ama.
Enfim, Boa Páscoa…

quarta-feira, janeiro 10, 2007

Alegoria da roda dentada

Imagem mental: Duas rodas dentadas. Cada uma tem uma pega que a faz girar. Separadas são completamente inúteis. Juntando as duas e rodando as pegas no mesmo sentido as rodas encaixam e criam sinergia - movimento. Existem problemas no entanto.
1º - as rodas dentadas têm de ter um tamanho similar, senão encorre-se no erro da roda mais pequena ser suprimida pela maior, esta última tem o trabalho todo e acaba por gastar-se a si, assim como tornar a menor inútil com o tempo pelos seus dentes sobreporem-se à mais pequena. Dá-se a inércia devida a incompatibilidade.
2º - as rodas tem o mesmo tamanho mas existe algo que se encrava entre as 2 e se as duas rodas não tiverem força suficiente para partir o objecto k se entalou entre elas... inércia devido a terceiros.
3º - uma das rodas gira mais depressa que a outra e começa a haver um desfazamento no suposto movimento harmonioso ( quase simbiótico ) das rodas acaba por não acontecer porque uma não acompanha a outra gastando-se uma mais depressa que a outra e acabando por deixar de haver um encaixe. Inércia devida a forças maiores.
A perfeição da alegoria reside na capacidade de encontrar a roda dentada perfeita para a nossa, alimentá-las com uma qualquer energia e criar um rodar conciso e regular tendo sempre em conta as pequenas avarias que podem suceder, tendo cada uma das rodas a capacidade de acompanhar o desacelerar e acelarar de cada uma das rodas. A simbiose perfeita.
Agora mudem as rodas dentadas por pessoas.... Resultaria em qualquer relação humana?
E esta hein?
Há coisas fantásticas, não há?

domingo, novembro 26, 2006

Luta de Titãs

No canto branco, Rui Gonzaga Almeida, medindo 1.80m e pesando 40kg.
No canto negro, neoplasia, medindo a amplitude do universo e pesando o infinito.
1º Round- Rui leva uma pancada seca nos intestinos de neoplasia e fica estendido no tapete a tentar recompor-se... O árbitro faz a contagem. 10, ... os espectadores aplaudem ao ver Rui a levantar-se, a encher-se de força e, com a força da Humanidade põe Neoplasia K.O.
2º Round - Desta vez, Neoplatsia não está para brincadeiras. No ano anterior viu-se humilhado por um ser tão insignificante e volta agora com ódio nos olhos.
O sino toca, Rui desvia-se mas, Neoplasia acerta-lhe em cheio no peito, colapsando um dos seus pulmões e Rui cai ao tapete deamparado. Começa a contagem: 10, 9, ... Rui levanta-se e cambaleando reune a força k só ele tem e projecta a neoplasia até ao canto onde esta fica confusa, tremendo e acaba por ficar inconsciente.
Mais uma luta, mais uma vitória.
3º,4º,5º,6º,7º,8º,9º Rounds - O Glorioso RUI GONZAGA ALMEIDA vai resisitindo à força cada vez maior de neoplasia, muitas vezes deixando os espectadores boquiabertos com a coragem perante uma luta tão desigual.
10º Round - Neoplasia ataca Rui onde este se encontra mais fragilizado, numa altura em que o seu corpo já não é nada senão um réstea de pele e de ossos, no outro pulmão. Rui resiste com a ajuda do O2 mas a Neoplasia espera ansiosamente pela sua companheira morfina, e quando esta desorienta Rui, Neoplasia ataca e Rui vai ao tapete para nunca mais se levantar.
A Natureza irrita-se perante a injustiça e aquando da despedida do Titã Rui, descarga uma fúria como há mto não se tinha visto. Espectadores de todo o lado, tocados pela força do Titã Rui, reunem-se para a derradeira despedida, os corações unem-se num choro silenciosos em uníssono quando o Titã é deitado para o seu descanso final, e ao verem a terra a tapar o seu herói, vê também a ser tapado um sentimento que o Titã sempre despoltou em nós: a esperança.



Tio/Padrinho: Onde quer que estejas, onde quer que tenhas ido, e mm que nunca tenhas conhecimento destas palavras, adoro-te como sempre te adorei e serás sempre um exemplo da força e coragem humana que tantas vezes nos falha em situações verdadeiramente ridiculas.
Tu e a tua história viverá quando servirás de modelo de força, garra e coragem perante os meus filhos e os meus netos.
U WILL LIVE ON!!!!!

segunda-feira, novembro 13, 2006

Virtual Crush

The other day my mom asked me if I would move away from Leiria if I met someone over the Internet and fell in love with him. I said no, but it dwelled in my mind. I've always been all for love and doing what's needed to encounter it. But could I put my professional life on hold for a virtual crush?
I really do have one, but he doesn't seem to see things the same way I do. Although I think we go together like honey and bee's. But he never asked. I presume it never even crossed his mind. He lives a solitary life and enjoys it. Who am I to disrupt that?
And then again, can't the crush be platonic? What if he isn't all he seems to be? what if the distance makes us cling to one another?
Why doesn't he think of moving here? The distance is the same as are the risks...
Better just forget it... I'm heading for another heartbreak...

quarta-feira, novembro 01, 2006

Too much information (vide processing information)

I'm close to a meltdown. My head aches. Too much information for such a numbded skull. Friends that are very hurt in hospital. The coming decision of a possible second operation... New friends that say they're in love and i don't want to hurt. Co-workers that ignore me because they're falling in love and that i don't give 2 shits about, but the workplace is loaded with a darkness that weighs upon me daily. Give me a break. Tired of childishness...

A psichologist that seems to need a little bit of help himself is giving us formation every Tuesday... Hate the lack of humbleness. The not respecting what each one feels or thinks without knowing the backround. Arrogant bastard! Crazy people. Aren't we all a bit banana's?

I really do hate having someone see me inside out without my consent. If i'm to be analized, I do think i have a say in the matter. Hate the feeling of being emotionaly "undressed" by someone i don't know and don't trust. That second guesses everything i say and does not agree with MY OPINIONS.

I might have very little left in my psique but my opinions are still mine and no one has the right to tell me I can't think the way i do. Unless, of course, Eduardo, people i respect and adore in which i trust and don't mind "undressing" myself for their apreciation.

Anyway i'm overloading and tired. Too many schemes around me. Too many whipers and laughter. Not concerning me, but, HEY!, we see in the back of others our own.

Tirsom to be seen as a lovebale object when i'm not prepared or do not want to love... Damn! So tired. So alone...

No! I'm not depressed. At least my brain is coming alive slowly but surely. But it hurts. I mean phisicaly hurts. I get headaches from all the thoughts I have to process at once. Got to get used to the big wheel again,i guess.

System overcharging... Meltdown eminent...

sábado, outubro 14, 2006

Processing information...

Damn it's been a while since i've written in this "pukebucket".
What's new? Where to start? Unbelivable, there are actually new facts in my life.
In retrospective:
- I've got new fun and interesting friends;
- I told my ex-boyfriend to fuck off cause i can't take him anymore, even as a friend e sucks big time... ( What was i thinking those 6 years??? );
- I got a job. It's no dream job or even something that I really enjoy doing, but, hey, you got to start somewhere and after 2 miserable years waiting to be usefu, it's something;
- I've had some experiences with guys but nothing worth being mentioned;
- I have a male friend I think I'm very in sync with, although I know for a fact he will never see me as a possible girlfriend. No matter, guess it's just that way and I really am sick of people underapreciating me and I think he's one of those....
- Guess what???? I might or might not be operated again... LOL... I know that's no news but at least i'm being seen by a surgeon...
Anyway, all this to say that i'm feeling a little bit more optimistic towards life although i'm still sceptical about everything starting with the opposite gender and ending with my really really recent job (3 days) :S....
So, I'm processing information...

domingo, setembro 10, 2006

What doesn't kill u makes u stronger...

True. But when the hurting get's to this point, it makes u stronger to look death in the eye, defy it and, finaly, rest in it's arms.
It's true. It must be scary looking death in the face but all the hurt that strengthened u up will come in useful because u will look at the grim reaper and open ur arms to him and just surrender,
Sometimes some battles weren't meant to be won and whilst fighting death we know it will ultimately beat u.
There's no shame in giving up, in throwing in the towel and hanging the gloves.
Sometimes we just don't have it in us....