domingo, novembro 18, 2007

Extra – Ordinária!

Porquê? Inteligente? E então que bem traz isso ao mundo? Pérolas a porcos…
Não quero ser Extra – Ordinária! Quero ser comum, vulgar, ORDINÁRIA!!!!!
Despreza-se tudo o que é diferente. Goza-se, repudia-se, castiga-se, humilha-se… Não! Mais não! Sempre tentei ser igual aos outros mesmo sabendo que não o era por uma qualquer razão. Tento, tento, tento mas sou sempre diferente. Existe sempre aquele momento que digo ou faço qualquer coisa em que a sobrancelha se levanta e o ponto de interrogação surge como um néon na testa do outro…
E depois começa… Devagar, devagarinho… A dor… Começa como um pequeno ardor incómodo na boca do estômago e vai sendo alimentado e cresce, cresce, CRESCE até me queimar toda por dentro e ficar reduzida a cinzas por dentro!!!!
Não QUERO NÂO QUERO NÂO QUERO!!!!!!!!!!

Duas solidões que se cruzam...

Quererá isto dizer que a minha vida se resumirá a uma trança de solidões entrosadas que passarão pela minha existência e que nunca encontrarei uma solidão que corra paralela à minha e não numa direcção diferente.
A intersecção pressupõe que duas linhas se cruzem em determinado ponto para posteriormente continuarem o seu trajecto para objectivos diferentes para nunca mais se unirem no mesmo ponto.
Merda! Porque não são duas solidões que se encontram e, em paralelo, correm tentando sempre manter o mesmo ritmo não ganhando avanço ou atraso em relação à outra?
Linhas paralelas? Será esse o conceito de almas gémeas? Não almas iguais, nem díspares, mas almas sós que ao se encontrarem desenham nas páginas da vida duas linhas paralelas?

quinta-feira, novembro 15, 2007

Tanta merda que sai deste "cérebro"

Releio coisas que já escrevi... Um monte de disparates românticos escritos por uma mente ingénua e amorfa que procura agarrar-se a qualquer pedaço de felicidade quer seja imaginado, utópico ou não. Não escrevo o que acredito. Escrevo o que quero acreditar. Ou melhor, o que querem que acredite. A vida vai melhorar, aprecia as pequenas coisas, há pessoas piores, blá blá blá.... A questão é que não acredito numa palavra disso. Com a sorte que tenho daqui a mês e meio estou desmpregada novamente, deprimo, fibromialgia piora, afasto as pessoas de quem gosto e resumo-me à minha insgnificância novamente. Mas desta vez NÃO!!!!!!! Como dizia Régio, não vou por aí.
....

terça-feira, outubro 09, 2007

Patriotic Affinities

When does one know if it’s more than a fling? More than a physical attraction? More than just the solitude that eats us inside out playing tricks on us?
So you’re in love with another girl that doesn’t love you back the same way but still controls you and doesn’t want to lose you to someone else…
When I first met you, the timing wasn’t right because you wanted to live it up. Now, you lived it up and it backfired in your face, leaving me with the exact same answer: I can’t and don’t want a serious relationship. I don’t want to hurt you.
Have you stopped to think that not taking a chance on me hurts much more? I got no chance at all. A 21 year old kid got your heart. For the moment at least. Time waits for no one and that includes me. I can’t sit and wait for happiness to find me. I must go out on a limb and try to embrace it myself. Maybe I’ll fall face down in the dirt. Well, it isn’t a first and for sure it won’t be a last.
I REFUSE TO BE SCARED OF LIVING!!!!
Maybe, it’s all about patriotic affinities….

segunda-feira, agosto 13, 2007

The beauty of the unknown

Flirting, playing, joking, fantasies.... What do they have in common? The Unknown... The freedom of imagining how things could, would, should be... Then comes the trial... You pass from supposing to actually doing and the image pops. The feelings that reside are guilt, wrongness, being speechless, awkwardness, shyness, embarrassment… The feeling that all eyes are on you and everyone knows what you’ve done. You feel dirty and whore-like when you see the person you dream about with the person he belongs to. You’re unable to look her in the eyes. You feel that more than betraying her, you betrayed yourself… And for what? A glimpse of happiness, a second of pleasure, a minute of lust…. The basics of the basic…. SEX…. Animal like sex… If I ever have to betray my soul, let it be for love not for something as meaningless as intercourse…
Let it be....
We can dwell in the beauty of the unknown....

sexta-feira, agosto 10, 2007

O FRUTO PROIBIDO....

Reza a expressão que o fruto proibido é o mais apetecido. Foi assim no Jardim do Eden quando Eva comeu a maça proibida por Deus e é assim ainda hoje.
Aquilo que a razão nos diz para não tocarmos é exactamente aquilo que nos atrai mais e nos impele a cada minuto para provar, saborear, degustar... Pecado prazeroso....Maldito êxtase prazeroso e embriagador... O desejo a correr nas veias "envenenando" o sangue com luxúria e exitação.
Imaginando fazer o impossível num qualquer canto escuro, seguros dos olhares penetrantes e inquisidores. Bela utopia que me faz aguar e arrepiar os sentidos. Que me tira o sono à noite, me faz acelerar a pulsação e morder o lábios de antecipação cada vez que saio de casa e sei que o meu objecto de fixação estará lá sorrindo para mim, olhando-me com gula...
Todos as moléculas do meu corpo querem fundir com as dele tornando-nos uno, nem que por um milésimo de segundo fosse. A explosão dos sentidos, o fogo de artifcio do prazer, a dormência das extremidades, a dor do intenso prazer.... A dor do querer e não poder... A dor de sentir e de ter de reprimir... A dor do fruto proibido....

terça-feira, julho 03, 2007

Um reflexo da tua mente

Uma casa composta. Uma família normal. O quebrar de um sonho. A separação. Os estranhos. O fumo na cara. O olhar de reprovação. A dor da minimização. O isolamento. Quatro paredes. O silêncio, por vezes apaziguador, outras ensurdecedor. A luz. A escuridão. Os demónios. Sempre os demónios. Medo, tenho medo. Não quer mais dor. A fuga. Mais uma estranha. Barraram o caminho. Barreiras à minha volta. Solidão. Quatro paredes. Um refúgio. Uma emboscada. Chegam os demónios. Volvidos 30 anos ainda os demónios. Amo, destruo. Dou-me e depois a fuga. A dor. Não quero mais dor.

domingo, abril 29, 2007

Carta a ti….

Perante a adversidade, somos compelidos a fugir ou desistir porque inatamente a dor não é algo que aceitemos de bom grado. Mas a verdade, é que as coisas que realmente valham a pena, aquelas que ao morremos teremos mais orgulho de ter conseguido são exactamente as que nos levaram o corpo e alma.
Humanos somos e sempre seremos e haverá alturas que acharemos que não temos a capacidade de ultrapassar a barreira se impõe.
Valerá a pena? Já dizia o poeta respondendo ao colega: tudo vale a pena quando a alma não é pequena. E não existem almas pequenas. Existem almas degeneradas, partidas e desfeitas, mas pequenas, não…
Estamos despedaçados. Todos. Não se pense por um segundo que a nossa dor é só nosso. Biliões de pessoas estão a lidar com as suas próprias dores ao mesmo tempo que nos lamuriamos das nossas. Se estão pior ou melhor, pouco interessa. Jamais consolarei a minha dor sabendo da dor alheia.
No entanto se puder fazer algo para minimizar a dor de alguma dessas pessoas, minimizarei a minha como se duma catarse se trata-se. Uma linda simbiose de dois seres humanos. Um que cura o outro e aquele que fica curado trata as feridas do curador.
Num mundo cada vez mais minado de inveja, egoísmo, egocentrismo, às vezes questiono-me se não voltamos aos tempos das trevas. Não do conhecimento mas das emoções…
Rezam as lendas gregas que houve uma vez um belo rapaz que estava apaixonado por si próprio e que passava dias vislumbrando o seu reflexo nas águas do lago. Um dia distraído com tamanha beleza, caiu ao lago e morreu afogado. Esta história tem, pelo menos, 6 mil anos… Já correrem litros de tinta sobre ele e, inclusive, o nome do rapaz faz parte do nosso léxico demonstrando um dos nossos mais proliferados “pecados”. Chamava-se Narciso. E é a ele que se deve hoje a palavra Narcisista… É, obviamente, uma parábola, da mesma forma que é um dos 7 pecados mortais, o orgulho. A incapacidade de vermos para além de nós próprios.
Migo, sabes que esta é para ti.
Errar é humano. Ter defeitos é humano. Superá-los é heróico.
Estou cá para ti.
FORÇA

sexta-feira, abril 06, 2007

Boa Páscoa

Mas quem teve a infeliz ideia de inventar esta época religiosa. Tudo porque há 2007 anos atrás um nazareu de 33 anos morreu crucificado em Israel… Gajo simpático sem dúvida e uma forma martirizante de morrer, mas será que era ele um mártir ou, simplesmente um doente com síndrome de Messias que caiu no goto numa altura em que os judeus eram subjugados por um povo externo com a complacência dos próprios ortodoxos judeus?
Mera coincidência… Surge uma figura que se apresenta como sendo algo diferente e inovador perante uma vida cheia de restrições impostas por um povo estranho e diferente, politeísta…
De que vive a fé afinal? Quando é que os seres humanos mais se dedicam à fé? Em momentos de aflição… Sempre.
Senão recuemos e contextualizemos o que se passava em, aproximadamente, 18 d.C. O povo semita vivia em relativa paz com os muçulmanos que também habitavam a Palestina. Os romanos decidem que querem aquele território, bastante interessante de um ponto estratégico, e ocupam-no. Reacção dos judeus?? A de sempre. Complacência. Fiquem cá, governem-nos mas dêem-nos a nossa liberdade religiosa e a 1ª instância de direito antes de recorrer a vocês que serão como um Tribunal Supremo.
Entretanto surge um visionário vindo de Nazaré que diz que devemos todos amar-nos e pardais ao ninho, todas aquelas histórias que já ouviram… Como disse, gajo simpático.
Temos então um novo elemento, um salvador. Há quem diga que se proclama filho de Deus, embora nem todos estejam de acordo com isso.
Que representa aqui Cristo? Uma saída. Uma saída da malfada vida regida por um povo autoritário e sanguinário que não tinha nada de estar a ocupar um território que não lhes pertencia.
Enfim, chega da parte religiosa antiga. Vamos fazer um Fast Foward até 2007….
Ontem “sexta-feira santa”, prestou-se um género de culto de agradecimento ao Sr. Cristo por ter morrido para o nosso bem… Vejamos… Diariamente morrem quantas pessoas? Quantas destas pessoas morrem a salvar outras de um forma palpável, por exemplo um bombeiro que entra num edifício e salva alguém e perde a própria vida deixando para trás uma viúva e 2 crianças menores?
E mais… A crucificação deve ter doído uma coisa estúpida, mesmo, mesmo… Durou um dia de agonia… Coitado de Jesus, realmente teve azar, era uma altura que não se usava forcas, injecções ou cadeiras eléctricas. Enfim, o “pai” podia tê-lo mandando numa época que a sentença de morte fosse mais simpática. Mas também compreendo que perdia parte do impacto… O sangue e tal dá outro aspecto.
E se Cristo tivesse morrido de um lento e agonizante cancro como o meu Avô, o Sr. Portela ou o meu Tio Rui. Apodrecer aos poucos com dores diárias, olhar em volta e ver os nossos entes queridos e questionarmo-nos quanto mais tempo poderei estar com eles?
Quantas pessoas por minuto descobrem no mundo, que, depois de uma vida regrada e com cuidado, sempre tentando fazer o melhor por si e pelos outros, estão sentados num consultório médico e ouvem a notícia da sua crucificação. Cancro na mama, testículo, pulmão, ossos, pele, língua, estômago, intestinos, baço, fígado, e mais um não acabar de órgãos que podem dar-nos esta bela surpresa.
Uns valentes anos de sofrimento para a pessoa e para quem a ama.
Enfim, Boa Páscoa…

quarta-feira, janeiro 10, 2007

Alegoria da roda dentada

Imagem mental: Duas rodas dentadas. Cada uma tem uma pega que a faz girar. Separadas são completamente inúteis. Juntando as duas e rodando as pegas no mesmo sentido as rodas encaixam e criam sinergia - movimento. Existem problemas no entanto.
1º - as rodas dentadas têm de ter um tamanho similar, senão encorre-se no erro da roda mais pequena ser suprimida pela maior, esta última tem o trabalho todo e acaba por gastar-se a si, assim como tornar a menor inútil com o tempo pelos seus dentes sobreporem-se à mais pequena. Dá-se a inércia devida a incompatibilidade.
2º - as rodas tem o mesmo tamanho mas existe algo que se encrava entre as 2 e se as duas rodas não tiverem força suficiente para partir o objecto k se entalou entre elas... inércia devido a terceiros.
3º - uma das rodas gira mais depressa que a outra e começa a haver um desfazamento no suposto movimento harmonioso ( quase simbiótico ) das rodas acaba por não acontecer porque uma não acompanha a outra gastando-se uma mais depressa que a outra e acabando por deixar de haver um encaixe. Inércia devida a forças maiores.
A perfeição da alegoria reside na capacidade de encontrar a roda dentada perfeita para a nossa, alimentá-las com uma qualquer energia e criar um rodar conciso e regular tendo sempre em conta as pequenas avarias que podem suceder, tendo cada uma das rodas a capacidade de acompanhar o desacelerar e acelarar de cada uma das rodas. A simbiose perfeita.
Agora mudem as rodas dentadas por pessoas.... Resultaria em qualquer relação humana?
E esta hein?
Há coisas fantásticas, não há?