Passados 15 minutos a olhar para o teclado de olhos enevoados a tentar lembrar-me de todas as sensações que me assolaram no sábado decidi deixar os meus dedos vaguearem pelo teclado e autorizei-os a falarem por mim.
Tanto amor... Mas tanto que pairava à volta daquela mesa. Começou aos poucos. Os peitos relaxaram, as respirações tornaram-se confortáveis, aqueles estranhos, de repente, tornaram-se o autores dos blogues que lemos todos os dias e os rostos tornaram-se familiares como os daqueles que conhecemos há anos...
Os beijos e abraços que tão levianamente deixamos uns aos outros durante dias, semanas, meses e até anos, materializaram-se.
A vergonha mantinha o corpo colado à cadeira e os gestos que tanto me apetecia partilhar ansiavam por tornarem-se reais e palpáveis. A estima que sentia ao olhar em redor era tanta que me fechava a garganta num nó bem apertado. Como o palhaço da ária, o desconforto era superado fazendo rir a audiência.
- Pode ser que assim não percebam a vontade incomensurável que tenho de chorar de alegria, pensava...
Só o gigante olhava para mim percebendo em cada gesto meu, em cada engolir em seco, a felicidade que se espelhava nos meus olhos e me mantinha a boca num sorriso constante...
Mandada a vergonha e compostura para trás das costas, gritei dentro da cabeça, WHY NOT? e desatei a abraçar todos com toda a minha força e energia. Queria que me sentissem. Que sentissem o quanto gosto delas e que as palavras escritas são todas verdadeiras e vindas dentro do âmago daquilo que sou. Do sítio onde guardo os afectos para aqueles que verdadeiramente o merecem. Bem lá no fundo onde ninguém consegue me magoar porque este centro nevrálgico está guardado por amor. Como na ideia que fundou a tribo, quem vier por mal AQUI não entra.
Já li todos os vossos textos e comentários sobre o dia de ontem. Cada uma de vocês tocou-me à sua maneira e como se costuma dizer "estão cá dentro". Aqueles abraços que tanto gosto me deram são a minha forma particular de vos dizer:
"Winter, Spring Summer or Fall
All you got to do is call!
And I'll be there, yes I will
You got a FRIEND!"
Adoro-vos a todas e, naquilo que for preciso, sabem onde estou.
domingo, outubro 05, 2008
Aquele Abraço
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quinta-feira, outubro 02, 2008
Cometa
Que se leia com clareza e sem artifícios literários que me refiro ao autor do texto publicado abaixo: João Lázaro.
Cada nova conversa traz um novo nível de aprendizagem de factos que ignorava e que me põe a pensar sobre as coisas com perspectivas cada vez mais centrífugas. Amadureci e tornei-me melhor pessoa e tenho a agradecer a um cometa que, espero, manter na minha vida durante uma eternidade tão fugaz e rápida que nos define como humanos.
João: levanto o copo num brinde ao nosso primeiro aniversário de conhecimento. Ainda faltam 40. Tem paciência comigo, sabes que demoro o meu tempo a aprender. Pode ser que daqui a uns 39 anos possas dizer: finalmente entendeu! Mas não desesperes, o Papa pode ser complicado mas um Cardeal…
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terça-feira, setembro 30, 2008
ESCREVA-SE O FUTURO EM MAIÚSCULA
que os dias e instantes que aí vêm o merecem e são coisa de todos nós. O presente, esse não existe e mais não é que um artefacto da contemplação do passado.
No meu tempo é que era, dizem os incautos, iludidos que vivem na memória de uma idade que foi, esquecidos que são de viver amanhã, esse instante que se constrói em cada pequeno gesto do quotidiano.
Há dias, cidade fora, passeava-se uma anciã de cabelos de prata, curva dos anos, chita florida a cobrir-lhe o tronco, resplandecente de passado com saia vermelha tingida a sangue, achinelados os pés a pisar uma terra que ainda é sua. Pela mão passeava um daqueles desusados carrinhos de compras prenhe de objectos mil, inúteis e entesourados. Entoava uma ladainha onde se confundiam preces a um deus e humanas imprecações, impiedosa e brutal no seu dizer da zanga contra os demais, justa apreciação que da sua alma fizeram lama. Caminhava e caminhava e caminhava para lugar nenhum, rodopio próprio de quem teme que a inacção antecipe a morte. Fiquei para ali um tempo, desatento das costumadas conversas, deslumbrado por aquela Harpia que visitava a cidade em busca de uma alma que lhe devolvesse essoutra sua há muito perdida.
Em volta havia jovens, muitos, a gozar o sol e a vida como lhes é devido, ruidosos numa felicidade costumeira e que dava ainda mais brilho ao dia. Senti-me ponte e passagem, passado e futuro, ser e transformação, que amanhã não deveria ser mais possível haver gente perdida assim da vida e de si. Senti-me confiante, também, que tenho para mim haver entre as mulheres e homens de amanhã gente capaz do discernimento de recusar a herança de uma sociedade que lhes deixamos, honesta no desejo de uma civilização melhor, mais justa e solidária. Porque quero crer que os jovens de hoje são gente maiúscula e muitas são as vezes em que me surpreendem pelo entendimento do que os rodeia, críticos e intempestivos, com soluções utópicas que os fazem sonhar mas que transformam cada pequeno gesto na saga de um futuro que lhes pertence por direito próprio.
João Lázaro
Psicólogo Clínico Director Artístico do TE-ATO
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segunda-feira, setembro 29, 2008
Há cães com sorte
Beijocas lindas!
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sexta-feira, setembro 26, 2008
Póquer
É exasperante nos mudarem as premissas da vida constantemente. A serenidade que, finalmente, tinha encontrado foi abalada até à raiz e começo, novamente, a tentar jogar com outras cartas nas mãos.Dêem-me tempo e espaço para respirar caramba! Já lá vão 12 anos a jogar e raras foram as vezes que me saiu uma mão vencedora. Trunfos? Escassos. Palha? Muita. Vontade de jogar? Por vezes algumas, na maioria pouca ou nenhuma.Já fui uma jogadora extraordinária. Vivia de riscos e “bluffs” muito bem conseguidos. Mas agora, todos vêem as cartas que tenho nas mãos e antecipam a minha jogada.Vivo eternamente com o jogo condicionado pelas jogadas de outros. Não gosto!Amigos tribais, não tenho como explicar aquilo que se passa noutras palavras que não por este eufemismo. Alguns entenderão e outros especularão.Isto para vos dizer que gosto muito de todos e que durante uma semana ou talvez mais não poderei escrever no blog ou sequer visitar os vossos espaços mágicos. Mesmo e-mails e telefonemas serão complicados de serem respondidos. A minha presença na reunião fica condicionada ao desenrolar desta próxima semana. Avisarei atempadamente se estarei em condições de me encontrar convosco.
Beijos e Abraços (daqueles que a Blue Velvet gosta) tribais
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terça-feira, setembro 23, 2008
Estou Além…
Do que é feito da adolescente que conheci em tempos?Era uma miúda com uma vontade de ferro. Ia ao tapete e levantava-se com cada vez mais força. Como a admirava e como sinto falta do seu alento…
Será a mesma pessoa? À primeira dificuldade quer logo desistir e cansa-se de estar sempre errada. Cansa-se… Não está cansada mas, sim, desfeita com a desilusão de ter descoberto que, afinal, não passa do fruto daquilo que os outros pensam e dizem sobre ela.
Os obstáculos a ultrapassar são muitos e, sabe que, cada vez serão maiores e mais abundantes, contudo não quer estes desafios. Anseia por esconder-se debaixo do edredão e imaginar-se no deserto. Passada a tempestade de areia, encontrarão apenas os ossos carcomidos pelo tempo.
Tenho de dar a mão à palmatória… Percebi nesse instante o ponto exacto onde se encontra…
Já lá esteve antes. Embora aquilo que a arrasa desta vez ser diferente no conteúdo, tem continuamente a mesma forma: DOR. Sempre as dores… De consciência; de abandono; de confusão; de coração; de corpo; de desilusão; de pressão… Depressão… Por favor, outra vez não…
Vive nos sonhos… Sonha com aquilo que deixou passar. Com aquilo que, por vontade própria, não teve coragem de viver…
Realmente, está além….
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quinta-feira, setembro 18, 2008
Prémio Dardos
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terça-feira, setembro 16, 2008
O encontro
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sexta-feira, setembro 12, 2008
"Ser Solidário até à Medula"
Ao tempo em que vivermos o hedonismo tornou-se lei primeira e muitas são as vezes em que ignoramos e descremos do sofrimento alheio, como se o não ver, não ouvir, não ler, apagasse de modo definitivo a mancha incompreensível de um estado que nos perturba o prazer.
A solidariedade surge, assim, não como uma atitude de oposição a um modo de vida que muitos entendem como de livre escolha para conduzir a sua existência e como tal legitimada, mas como uma alternativa de pensamento e conduta que outros sujeitam ao juízo dos seus pares no mundo e no tempo.
Ser solidário hoje é um imperativo moral porquanto a arrumação do mundo se inverteu e o Homem, amiúde, parece ter deixado de sentir a necessidade de ser intrinsecamente bom, genuinamente justo. A solidariedade é mais um argumento possível de esgrimir na busca de um antropocentrismo que vise considerar a teia do humanamente entendido como epicentro no entendimento das relações para uma ética de vida.
Estou nesta campanha por imperativo moral, porque quero continuar a acreditar que os pequenos gestos de cada um são contributo indelével para a credibilidade da Humanidade tal como nos foi legada e nos permitiu chegar aqui."
João Lázaro
Psicólogo Clínico Director Artístico do TE-ATO
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