domingo, dezembro 30, 2007

Noite

Desculpa Noite… Tentei mas não consigo concretizar o teu pedido. Não está em mim viver de felicidade ou alegrias. Nem tão-pouco consigo espelhá-las aqui. São efémeras. Chuva de estrelas cadentes que momentaneamente iluminam a escuridão mas de beleza e duração ínfima.
Sei que, mesmo perante um conhecimento virtual, me queres bem. Assim como eu te desejo o mesmo. Contudo, não é o minuto 23.59 - 00.00 que faz passar o dia 31 de Dezembro para o dia 01 de Janeiro que irá modificar o que sinto, penso ou sei.
Este ano que passou deixou-me uma multiplicidade de sentimentos e experiências. Uma tentativa de adjectivá-lo seria absurda porque seria um raio de péssimo a maravilhoso. E, claro está, nada se transformará por passar para o ano 2008. É só mais um. O de 2007 começou mal, melhorou a meio e acabou pior do que começou. Começou com nada, ganhou muito e acabou com nada…
Melodrama! Não acabou com nada… Perdi esperanças, sonhos e amizades. No entanto, ganhei experiência, maturidade e, acima de tudo, novos amigos. Daqueles com que, quiçá, poderei partilhar “a espuma dos dias” de 2008.
Comecei uma pessoa e acabei outra. Melhor? Pior? Diferente.
Determinantemente estou-me nas tintas para resoluções de ano novo. Só mais uns quantos planos que saem furados… Fatalismos? Não! Já dizia a Doris Day: Que sera, sera… Na certeza, porém, de que somos nós que nos fazemos. Nas decisões que tomamos. Nas respostas que damos. Nos laços que criamos.
Esta sou eu. Mal ou bem. Um grão de areia no deserto de são feitas as existências.

sexta-feira, dezembro 28, 2007

Forever young


Lets dance in style,lets dance for a while
Heaven can wait were only watching the skies
Hoping for the best but expecting the worst
Are you going to drop the bomb or not?

Let us die young or let us live forever
We dont have the power but we never say never
Sitting in a sandpit, life is a short trip
The musics for the sad men

Can you imagine when this race is won
Turn our golden faces into the sun
Praising our leaders were getting in tune
The musics played by the madmen

Forever young, I want to be forever young
Do you really want to live forever, forever and ever

Some are like water, some are like the heat
Some are a melody and some are the beat
Sooner or later they all will be gone
Why dont they stay young

Its so hard to get old without a cause
I dont want to perish like a fading horse
Youth is like diamonds in the sun
And dimonds are forever

So many adventures couldnt happen today
So many songs we forgot to play
So many dreams are swinging out of the blue
We let them come true

quarta-feira, dezembro 26, 2007

Coincidências

As coisas que me dizem… “Quando te deres, dá-te por inteiro e de nenhum fruto queiras só metade…”
Não é que acertaram na “muche”!

Tremores

Acontece-me amiúde. Tremo incontrolavelmente. Chego a entornar uma qualquer bebida que seguro. Estremeço violentamente. Em pé, as pernas vacilam e manter-me equilibrada torna-se uma missão.
Inevitavelmente, ao subir as escadas carregada de compras, falharam-me as forças e fui com os joelhos ao chão. Psicossomático? Por me faltarem as forças internamente falha, também, a pujança física?
Tenho descansado. Julgo eu… Pesadelos à parte vou dormindo. Se é que verdadeiramente durmo. O cansaço, esse, subsiste. Assim como as dores que parecem piorar por vagas. Como a maré, aumentam e diminuem num ir e vir sem fim… Nem o medicamento lírico milagroso parece surtir efeito…
Sei que sou eu que estou a provocar isto tudo. “Stigmata” auto – induzido psicologicamente. Auto – flagelação merecida?
Tento, aos poucos, desfazer as mágoas que provoquei. Mas parece-me que fui tarde. Ensaio novos “Eu’s”. Novas maneiras de pensar. Arrisco, na corda bamba do que sou e do que me quero tornar.
Medo? Terror! As palavras saem da boca e o corpo demonstra querer. Milhares de mãos surgem do nada para me silenciar e prender. Cala-te! Pára! Vais sofrer!
E daí? Mais ainda? Professo aos outros que só nos devemos arrepender daquilo que não fizemos/dissemos. Hipocrisia no seu melhor.
Será por isso que tremo? Que me vacila a força? Quem não sabe quem é, também não saberá para onde vai…

terça-feira, dezembro 25, 2007

Arrependimento

Da pessoa que me tornei. Se morresse agora que vida me passaria diante dos olhos? Alegrias fúteis e desprovidas da eternidade. Tudo o que se gravou tresanda a dor e arrependimento. As decisões quando tomadas estão erradas ou por tardarem perdem o seu momento.
Tento mudar. Quebrar estas correntes que me prendem o pensamento. Ao demorar a fazê-lo os instantes perdem-se e as oportunidades passam-me ao lado.
Os episódios, aqueles de que são feitas as memórias, escasseiam. O medo de não criar uma boa memória, levou-me a não criá-las de todo. Porquê? Para quê? Já sei que vai correr mal! Vai doer. E, a mim, tudo ainda me dói.
Força anímica insuficiente para tentar renascer das cinzas… Medo do próprio medo. Terror do que aí vem… Apavorada de mim, daquilo que sou capaz…
Cobardia levada ao máximo. Da cobardia, arrependo-me.

Silêncio

Odeio-te mas, por vezes, preciso de ti. Apenas tu me dás algum descanso. Algum conforto.
Deixas-me estar aqui comigo. Pensar em voz alta o que, lá fora, viraria cabeças.
Cansas-me. No entanto, ao te quebrarem anseio voltar a encontrar-te.
Só tu me entendes. Não me respondes. Ecoas os meus pensamentos. A verdadeira ressonância. Com se dissesses: queres ajuda? Ouve-te a ti própria!
Magoas-me tanto! Fazes-me recordar a solidão que cria este vazio em mim. Este vazio que tento preencher de todas as formas que me são possíveis.
Corpo desabitado e moribundo. Alma leprosa que se desfaz a cada sorriso mentiroso e acenar de cabeça falso. A cada acordar sonâmbulo de pensamentos em que me perco.
Provocas-me sensações agridoces. Uma camisola de lã encharcada num qualquer dia de Inverno… Uma noite ébria seguida de um acordar ressacado…. Um amor mais ou menos correspondido… Um cinzento… Provocas-me um cinzento…
Ora fujo de ti, ora refugio-me em ti.
Ambiguidades do silêncio…

sábado, dezembro 22, 2007

Pessimismo

Acusam-me de ser derrotista. De enegrecer as coisas antes de conhecer o seu desfecho. Estão a ver como eu tenho razão? Que seria de mim se vivesse de optimismo? De ilusões? Se já assim, preparada de antemão, dói como dói, como aguentaria o desfazer sucessivo de sonhos?
Ontem não estava bem em mim. Repudiava a sensação de finito. Tinha entorpecido os sentidos prematuramente sabendo que um dia difícil se avizinhava. Por isso estava dormente. Por isso parecia tão alienada de tudo que me diziam e faziam. Por isso não chorei.
Deitei-me num pranto. Chorei noite fora. Precisava. Acumulava-se em mim havia já uns poucos de dias.
O pior não passou. Está para vir. Dias cheios de nada e vazio. A lacuna que ficará de não ouvir os bons dias, ver os sorrisos quando passava pelos gabinetes envidraçados, ouvir um BOM DIA alto e a bom som que me fazia estremecer e dizer: SSSHHHHH!!!... As “reuniões clandestinas” no armazém para fumar e discutir um ou outro boato que se tinha criado ao longo da semana. As gargalhadas espontâneas quando se discutia filosoficamente a flatulência alheia ou, incontornavelmente, conversas menos próprias para os ouvidos mais sensíveis.
O silêncio. O pior vai ser viver no silêncio. Este que se abateu pela minha casa e ao qual apenas escapava naquelas 8 horas que, por vezes, custavam a passar mas que agora me parecem dotadas de tanta vida e energia.
Disse e reitero: se soubermos o que lá vem, desviamo-nos a tempo…

sexta-feira, dezembro 21, 2007

Suspiro

Movimento que denota ansiedade. Desde ontem que o faço insistentemente. Não porque anseie mas devido à dor lancinante que me corrompe o peito. Demonstrações de afecto são-me difíceis de digerir. Sou mais pessoa de dar do que receber. Lido mal com panegíricos. Parecem-me exacerbados e adulterados.
Jamais sou essa pessoa. Aquela que sai das bocas em forma de adjectivos laudatórios.
Rejeito esses elogios. Muito mais me defino pelas minhas faltas. Será que não vêem o mesmo que eu?
Onde vão buscar todos estes galanteios? Quando a esmola é demais, o santo desconfia… Acredito que não me mintam. Crêem mesmo no que dizem. Eu sei que não é verdade. Pois cada louvor é incapacitado pelo dobro dos defeitos.
Mesmo assim sendo, não sou pobre e mal agradecida.
Obrigada a todos por verem-me assim. Por olharem para o lado quando erro. Por perdoarem a minha humanidade. Por acharem que sou mais do que, na realidade sou.
Por vós, meus amigos, suspiro.

“Transforianos”

Não consigo deixar de sentir um nó no estômago pelo carinho e amizade que os meus companheiros, destes últimos sete meses, me demonstram.
Como qualquer outro lugar de labor, as relações pautam-se pela ambiguidade de ser colega/superior/patrão e, após horas de expediente, amigos.
Aqui, durante este período de amadurecimento pessoal e profissional, conheci pessoas especiais. À sua maneira, todos tocaram a minha existência.
O Ricky ensinou-me a ter um gosto sóbrio e a manusear um programa que “disfarça” a minha falta de jeito para o desenho. Igualmente aprendi com este malandro a ser mais ponderada nas palavras e nos comentários. A discrição, por vezes, impõe-se. Dotado de um talento inesgotável, uma sensibilidade fora do comum e uma simpatia inata, conquista-nos imediatamente.
A minha “soul sister” ajudou-me a crescer. A aprender a relaxar. Não levar tudo à letra e a sério. O limão não tem de ser mordido. Tornou-se parte indispensável de mim e a minha confidente “in extremis”.
O meu “anjo” mostrou-me o que é gostar incondicionalmente, a força que isso nos dá e como nos move.
O “Karateca” ensinou-me o valor do trabalho e a capacidade de nos dar por inteiro às nossas ambições e desejos. A descompressão por uma hora com brincadeiras e “piadolas” surpreendentes que nos levam a engasgar-nos com a comida. Despropositado!
O “Puto de 20 anos” levou a minha admiração. Inteligente, rápido e sempre pronto a aprender vai ser, um dia, patrão. Encostem-se e apreciem. O “Puto” vai longe!
Boet! Foi imediato! És sul-africana? Eu também! Click! A terra faz-nos conterrâneos, mas o gostar, mesmo gostar, faz de nós irmãos.
Yoda… Aquele que invejo. A capacidade de escrever como ninguém. Culto muito para além dos anos que viveu e uma pessoa que deixa um cunho impossível de “varrer” da nossa vida. Nasceu para ser Mestre. Para se misturar com os demais ensinando. Diplomático e sábio, diz o que é necessário com um “timming” impecável. Mestre, pessoas como ele são escassas e fazem, tanta mas tanta falta!
Momento agridoce este. Sorriso por me sentir “querida” e dor por me sentir “a mais”.
Ter de cortar na gordura… Compreendo. Mas saberá o supra-sumo que a gordura é necessária aos organismos?
Orgulho e honra! De ter sido TRANSFORIANA!

quinta-feira, dezembro 20, 2007

Fantasiar

Contigo. Comigo. Corpos entrelaçados. O auge não devia ser apelidado de vir mas de ir! Ir até às estrelas… Ir até onde raramente vou… Ir sem vontade de voltar…Vir só se for contigo. Os dois em uníssono. Vem comigo. Deixa-me levar-te onde, há muito, anseias ir.
Guiar-te-ei pelas curvas do meu corpo revelando os segredos que ele esconde. Labirinto perverso. Não procures o caminho mais fácil. Explora. Não receies. Procura. Memoriza. Assim, quando lá voltares, já não te perdes.
Tacteando, procurarei fazer o mesmo. Na escuridão, ouvindo a tua respiração, as pontas dos dedos serão os meus olhos. A língua absorver-te-á numa degustação sôfrega e nenhum sabor ficará por gozar.
Também me queres provar… Que te impede? Passeias os lábios pelo enredo que conheces melhor agora. Não te acanhes. Não pares para olhar para mim. Ouve. Escuta. Sente…
Completar-me? Gentilmente. Foram poucos os que o fizeram. A minha mais preciosa dadiva. Dou-ta porque quero! Nada mais me impele! Quero honrar-te com aquilo que tão poucos conheceram. O segredo mais bem guardado. A MINHA caixa de Pandora.
Nada temas! As lágrimas são de alegria e êxtase. Que fossem todas assim!
Sobeja-me, somente, fantasiar…