Ao entendimento que um dia pensei ter conseguido. Sentia-me bem por pensar-me diferente daquilo que fui em tempos. Não cair nas mesmas armadilhas e enjeitar dar ouvidos aquelas vozes que nos levam às escolhas que nos magoam e, consequentemente, os outros.Precipito-me. Defeito que já me trouxe tantos dissabores… Por vezes, recuso-me a ouvir a razão e deixo-me levar pelos conselhos e racionalizações dos demais pensando-me incapaz de decidir sozinha. Erro duma forma ou de outra. Seja por decisão minha ou levada pela opinião dos que amo, falho redondamente.
Dizem que sou jovem. Que me faltam muitos anos para aprender a viver… A idade não se mede em anos mas na intensidade com que se vive aqueles que já por nós passaram. Além disso, não sei se me resta muito tempo para descobrir ou não. Ninguém sabe a própria data de expiração. Mesmo os moribundos não têm hora marcada. A alguns resta esperar que o dia chegue na esperança que, numa possível segunda hipótese, a fortuna seja mais favorável.Outros vivem alheios desta nossa certeza que somos um grão numa imensa tempestade de areia.
Poucos entendem ao que me refiro quando me auto intitulo de “alma velha”. Também não será aqui que passarei a explicar a importância desta minha definição.Apenas sei que o sou e que estou cansada. De viver, viver, viver e sentir que desaprendo a cada dia que passa. Mudam as premissas constantemente e falta-me a capacidade e vontade de continuar a batalhar contra uma corrente que parece arrastar todos à minha volta comigo. Uma onda que me varre sem aviso levando comigo aqueles que amo.