terça-feira, abril 11, 2006

Practice what u preach

So all along i've been wrong... I blamed u and after all the problem was me. Me myself and my I. All I considered to be wrong in my partnership with u wasn't u're fault after all... I can't stand myself so I don't think peolple are able to love me unless they love me in a way i can relate too.. So stupid. So narrow minded... There are so many ways to love.. So many ways to be loved... So many ways to show love. But because u didn't love in my standards, my way, i discarded u only to realise now that it was a mistake and that i was unfair towards u. U put up with so much of my shit. I broke u down. When we met u weren't broken, i broke u because i'm broken.
I've always seen myself as a open minded person but i was sooo fucking wrong. I'm the most narrow minded person that can exist because i expect every life to be lived according to my values and to what i believe is right. I always said that what is right for one might be wrong for another... But i didn't practice what i preached, did i?

2 comentários:

^vVv^ disse...

Quem muito "prega", mais facilidade tem em martelar os dedos... e dói!
Pregar é, à partida, um equívoco, porque é afirmar algo como sendo A forma. Não é que essa A forma não esteja correcta, não... a questão está no facto de que cada qual desenvolve a SUA forma... e todas as formas são possíveis, mesmo quando não as há!...
Rejeito formas estabelecidas de expressão e tu também o devias de fazer (e não estou a pregar) porque nos fazem "sofrer" a adaptação a elas... e é um sofrimento que não vale a pena, porque mais tarde, voltará de novo... perco sempre algo de mim, quando opto por um formato de expressão, e eu gosto de tudo em mim, coisas boas e coisas más (já diziam os ETERNAL AFFLICT "we are what we are, euphoric and demonic..."), e não estou disposto a desistir de nenhuma por "dá cá aquela palha"... POR MUITO MÁS QUE SEJAM AS MINHAS COISAS! SÃO MINHAS! POSSO PARTILHÁ-LAS COM QUEM (AS)QUISER, MAS NÃO ME DESFAÇO DELAS! O preço a pagar é a aceitação incondicional mútua... Valerá a pena? Diz-me tu?

sokrates disse...

Era uma caixa. Simples e sem grandes adornos.
Abri-a vagarosamente, como se se tratasse de algo frágil e precioso.
O laço cor-de-rosa, jazia agora no chão, ao lado dos chinelos.
Sorri, sentindo crescer água na boca, ante a visão gulosa que estava a ter.
Peguei no primeiro bombom e meti-o inteiro na boca. Era suave. Tão suave que se desfez em pouco tempo. Tinha uma nota de caramelo e uma especiaria que desconhecia.
Voltei a olhar para a caixa, repleta de pequenos bombons surpresa. Todos tinham um aspecto maravilhoso. Peguei noutro, aleatoriamente.
Sob uma camada crocante, descobri um delicioso creme de avelã.
O seguinte tinha um pequeno biscoito no meio, embebido em licor. Era delicioso.
Deixei-me escorregar pelo sofá, saboreando os sabores que se misturavam e me provocavam um tipo de prazer indescritível.
Peguei noutro bombom, de olhos fechados. Era aparentemente de chocolate normal. Desta vez, trinquei-o e um delicioso recheio de morango escorregou-me para os lábios.
- Precisas de ajuda?
A tua voz fez-me estremecer. Abri os olhos e sorri-te.
- Por acaso até preciso. Não sei se coma o bombom de chocolate preto ou o de chocolate branco.
Pegaste no bombom de chocolate preto e aproximaste-o da minha boca.
- Primeiro, o de chocolate preto. O seu sabor intenso irá preparar o paladar para melhor apreciar o chocolate branco.
- Não te sabia tão entendido em chocolates.
- Oh! Em chocolates e em muitas outras coisas!
Trincaste o chocolate e deste-me a outra metade. Os nossos olhares sugeriam uma gulodice carnal.
Juntou-se a gula à vontade de comer e o resultado foi uma noite apimentada e aromatizada com chocolate.
- Estou a ver que tenho de te dar mais caixas de chocolate. - Brincaste.
- Deves!
A caixa, agora vazia, não passava apenas de uma doce recordação.