segunda-feira, maio 22, 2006

(sabor a sal) remix do remix

O principezinho... Nada mais apropriado para alguém que ingénuamente ainda acredita no bom do mundo. A flor n sabia, mas ao tirar a redoma, estava a condenar-se à morte. Coisa que aconteceu passadas horas quando a constipação se tornou, uma pneumonia e depois num tumor nos pulmões...
Coitada, n sabia que estar dentro da redoma, embora presa, estava segura e nada de mal lhe chegava. Podia ver o mundo dentro da redoma e sentir-se protegida e segura.
Coitado de Principezinho... Ao ver k a sua amiga, de quem ele tinha tratado, se estava a suicidar e a não poder fazer nada, pois era essa a vontade da flor.
Mas, tb, ele podia ter se sentado com ela, abrigando-a das intepéries e dos bichos maiores que podiam magoar a florzinha que ele tanto amava sem a redoma. Seria ele o seu escudo...
Mas decidiu continuar a sua viagem astral e deixar a flor à sua sorte.
Assim é a vida, existem coisas que amamos e k deixamos para trás para seguirmos o nosso próprio trilho. A nossa caminhada de auto- descoberta.


"Se tu amas uma flor que se acha numa estrela, é doce, de noite, olhar o céu. Todas as estrelas estão floridas." (Antoine de Saint-Exupéry)

2 comentários:

sokrates disse...

E de novo acredito que nada do que é importante se perde

verdadeiramente.

Apenas nos iludimos, julgando ser donos das coisas, dos
instantes e dos outros.
Comigo caminham todos os mortos que amei, todos os
amigos que se afastaram, todos os dias felizes que se apagaram.

Não perdi nada, apenas a ilusão de que tudo podia ser meu para sempre.

^vVv^ disse...

A luz dói, mas pode valer a pena. Rasgar o mundo com a nossa existência deixando-nos rasgar pelo mundo parece ser um exercício de vai-e-vem interessante, doloroso - é certo - mas extremamente revelador: e o que é a existência senão consciência? E a consciência quere-se amoral ou, no mínimo, imoral!

Bela prosa, neste remix...