segunda-feira, maio 19, 2008

Voltei

Depois duma ausência mínima, cá estou novamente.
Andei a passear pela capital. A ideia era mudar de ares para conseguir ter um pouco de clareza para voltar a ser eu…
Companhia de amigos extraordinários; visitar família por mais de um par de horas; ouvir, pela primeira vez, a voz duma amiga de algum tempo; mudança de cenário; ver teatro no D. Maria II; ir passear a Oeiras, Baixa, Bairro Alto, Belém, Gulbenkian, C.C. Vasco da Gama, Fnac, etc…
Em qualquer sítio que fui e perante as pessoas que reencontrei fui tratada com carinho e senti-me querida por todos. Anos passaram e a cumplicidade continua como se nos tivéssemos visto no dia anterior.
Tudo isto fez-me muito bem mas, infelizmente, não me encontrei. Podemos mudar de sítio mas as questões e dores seguem-nos…
Claro que ao estar distraída não pensei tantas vezes nas coisas que me afligem e tive perspectivas diferentes e deveras interessantes de como viver bem com quem somos. Ou melhor, com quem nos tornamos.
Contudo a luta interna continua e sinto que não tenho a quem recorrer. Muito daquilo que sou, de que me tornei, é-me difícil de digerir e aceitar em mim.
Por vezes gostava de ser outra pessoa. Viver “na pele” de outrem, só para saber como é não ter pensamentos a correr a 1000 na cabeça; como é gostar de nós próprios; como é não levar a vida tão a sério; como é não nos odiarmos…
Mas isso é utópico e infantil. Tenho de aprender a relativizar as coisas e a lidar com a mágoa duma forma mais madura…
Enfim, voltei mas estou na mesma…

2 comentários:

Marta disse...

Olá, demora sempre tempo...
Mas encontramo-nos, reestrutaramos, estabelecemos novas prioridades....
Tal como diz Eugénio de Andrade que seleccionei para o meu post "Procura. Procura a maravilha".
Vais encontrar...
Obrigada pela visita - volta sempre que quiseres para tomares chá e comeres scones...
Beijos e abraços
Marta

BC disse...

Os sítios onde estamos,não fazem a diferença, podem ajudar mas não fazem a diferença.
A DIFERENÇA SOMOS NÓS QUE TEMOS QUE A FAZER DENTRO DE NÓS MESMOS.
Porquê odiares-te tanto renard?
Eu não te conheço pessoalmente, mas já falamos há muito tempo e gostava de poder entender.
Sorri para a vida e ela sorrirá para ti.
Somos nós muitas vezes que conduzimos o nosso caminho, e eu costumo pintá-lo de aguarelas com muitas cores mesmo que a estrada seja cinzenta às vezes, eu vejo-a sempre às cores...
:)s para ti