sexta-feira, setembro 05, 2008

Direito a Resposta

Exma Sra Dra Mariz:

Por ser uma pessoa de tanta importância social, a minha resposta vai em forma de post. Um comentário seria, no mínimo, abaixo do seu nível.

Minha Senhora, que canseira!
Só o trabalho que tive a ler os seus comentários de proporções épicas deixaram-me cansada para qualquer outro assunto que tivesse para resolver. Por outro lado, ajudaram no meu problema crónico de insónias.
Antes de mais, sempre disse que velhos são os trapos, mas cada um vê-se como quer. Live and let live!
Tenho de lhe dar toda a razão: Não gosto de mim. Nunca escondi isso e é algo bem patente nos meus textos. Acho que me falta muita maturidade e experiência vivencial para me tornar uma pessoa melhor. Assim sendo, e porque não temo pedir ajuda, tenho tido aconselhamento psicológico que me tem feito imensamente bem.
Longe de ter sido um prodígio na minha vida, aos 5 anos o meu maior orgulho era conseguir atar as sapatilhas sozinha.
Sou um ser humano totalmente igual aos meus pares. Não sou bonita, virtuosa ou especial. Apenas e só, um exemplar típico de homo sapiens sapiens do sexo feminino.
Do berço, contam-me que tentava fugir dele para explorar o mundo. Valores, foram-me incutidos ao longo da infância pelos meus pais.
Faltei-lhe à verdade! Sou privilegiada! Sabe porquê? Por ter uma família maravilhosa que me apoia e amigos que amo e que gostam de mim, não obstante as minhas falhas como ser humano.
Se estou ligada à cultura e quanto à minha formação académica, acho que não é da sua conta simplesmente porque não simpatizo consigo, por isso, abstenho-me de partilhar quem sou. Especule à sua vontade. Não me incomoda.
Quanto ao ser "brejeira" e escatológica quando me disponho a brincar, é algo que não me preocupa ou àqueles de quem gosto. Se se sente incomodada, faça-se o favor de não ler.
Se aquilo que é e que sente só a si lhe diz respeito, faça-me o favor de, então, mantê-lo para si e fora do meu blog porque, verdadeiramente, não me interessa.
Quanto ao meu "faux-pas" ao ser redundante naquilo que lhe deixei escrito, trata-se apenas de mais um erro totalmente humano. Peço desculpa por tê-la feito ler a mesma expressão duas vezes e se isso a baralhou.
Se no seu blog se concentra uma certa NATA de pessoas, como diz, escuso-me de voltar a ler ou comentar nele. Não gosto de natas. Provoca-me naúseas...
Quanto à sua piada com o meu nick: "a menina estará a ... RENAR(D) comigo", foi duma inteligência e sentido de oportunidade cómica que ri até as lágrimas e ainda tenho os abdominais doridos das gargalhadas que dei perante um gracejo tão inspirado.
Quanto à sua explicação extensa - que agradeço porque, por vezes, sou um pouco lenta de compreensão - sobre o conceito da escrita ser uma arte, concordo consigo. No entanto se adulterarmos uma citação, devemos - cordialmente - apontar esse facto. Mas quem sou eu para apontar qualquer erro a tão ilustre figura a quem tantas palmas foram já batidas.
Realmente a minha escrita não tem nada de especial. Nunca tive pretensão que tivesse. Nunca me apelidei de artista ou escritora.
Como diz, com a idade pode ser que melhore. Ou talvez não. Não me preocupa. Faço-o porque gosto.
Contudo, se a fraca qualidade da minha escrita a incomoda, aconselho-a, novamente, a não ler...
Quanto ao seu post que me acusa inúmeras vezes de não ter lido, tem razão. Não li. Nem me interessa ler o que quer que seja que a Sra Dra. Mariz escreva. Repito: não gosto de si, da forma como se descreve e, ainda, da sua escrita com ou sem teclado avariado. Considero-a uma pessoa tóxica da qual só quero uma coisa: distância.
Quando repetiu a graçola da "RENAR(D) comigo" foi a apoteose! Não aguentei e rebolei no chão de tanto riso...
Devia experimentar "stand-up comedy"... Virtuosa como é, de certeza que se sairia maravilhosamente.
Não preciso dos aplausos de ninguém. Como lhe disse, vivo cada vez melhor com a minha simplicidade e humanidade. Com os meus muitos defeitos e algumas qualidades.
Quanto à sua opinião sobre o "sapo cruxificado", é-me completamente indiferente. "To each his own"...
Se sou feliz? Não é da sua conta. Essa resposta guardo-a para quem me é querido.
Não me trate por colega, menina, "futura mulher" ou qualquer outra expressão que poderia dar a ilusão que me conhece. Não me conhece de todo. Se tiver mesmo de ser, trate-me pelo meu nick. De preferência, não se dirija a mim novamente. Concordemos em discordar e a Sra Dra fica no seu mundo de NATA e eu no meu de plebeia. Certo?

A cordialidade e o respeito são coisas que se ganham. Não tenho obrigação de os usar ou sentir por si só porque é mais velha do que eu.

ADIEU

16 comentários:

Marta disse...

Querida Renard, és tu própria...
E, sim, tens uma família e amigos que gostam de ti exactamente por seres assim...Uma pessoa normal, simpática, leal, honesta e amiga do seu amigo...
Beijos e abraços
Marta

ematejoca disse...

Que tempestade num copo de àgua!!!

Agora vou à procura das "natas", volto já...

f@ disse...

Olá, Renard
O direito à resposta que te assiste... mas há pessoas que nem vale a pena...
Não gosto nada de natas... incomoda-me o cheiro e o sabor...
beijinhos das nuvens

1/4 de Fada disse...

Natas... Mmmmm.... nem sei o que diga. Aprecio, mas têm que ser de grande qualidade, raramente encontro ao meu gosto. Geralmente aquelas que se apresentam com uma grande publicidade são as que não prestam para nada. Prefiro as mais modestas mas de sabor genuíno.

ematejoca disse...

Voltei das "natas" onde deixei um comentário.
Nao acredito, que por causa de "um pequeno reparo" tenha havido tanta guerra...
Há pessoas que nao aceitam críticas e um "pequeno reparo" é um reparo a mais.
Quanto a ti, kleiner Fuchs, penso que uma pessoa insegura e que nao gosta de si, nao se defendia com tal soberania.
Saudacoes de uma "desnatada"!

Mariz disse...

Este post, ficaria bem melhor com o título:
"O DIREITO DA RAPOSA"! - (Renard...srsrsr)

Um " :) " para si! - sua "RENA(R)DIA!" Igualmente para todos os seus comentadores/as (que tão bem sabem tomar as suas dores, numa total "imparcialidade"!) deixo-vos pois, a minha saudação habitual:

ESPAVO! - RECONHECENDO A LUZ QUE HÁ EM VÓS! - OLÁ E ADEUS (COMO EM MU - (Lemúria)- foi este o cumprimento e também a despedida, que esta civilização primeira encontrou, tempos antes das águas subirem e...morrerem todos afogados!
É Verdade! Para que, milénios depois, surgisse esta nossa raça!

É portanto, nesta hora da despedida...que lhe deixo um provérbio antigo adaptado para a circunstância: "quem não sabe ser RENARD, "raposa")...não lhe veste a pele"!

Nota: só hoje vi bem, todas as fotos que exibe - e como foram mais esclarecedoras! Só me apraz comentar o seguinte: Que REVELAÇÃO! - as fotos claro! - que "nitidez"! que "pormenores"! que "atitudes"! que etc! que etc! que etc.! - é que...fiquei sem mais palavras...

Deixo-lhe um conselho: continue a ir aos treinos...e não descure as consultas. Já experimentou os Florais de Bach? Fazem milagres! Vá lá...sorria! Afinal...
..."Não se deve ver, SENÃO com o coração" - não é essa a meta que pretende atingir?
Foi o que me pareceu!

Mariz

Marta disse...

Sinceramente, após este comentário. Renard.... é como f@ diz - ignora-a...
Não vale a pena...
Bom domingo
Beijos e abraços
Marta

ematejoca disse...

A f@ e a Marta tem razao. kleiner Fuchs, nao percas uma só palavra com ela.
Há pessoas, que devido aos seus complexos de inferioridade, precisam de público. O maior castigo é ignorá-las.
Volta aqui de novo, lieber Fuchs,
tens as tuas amigas à tua espera.
Saudacoes de um Düsseldorf cheio de nuvens negras e "sem natas"!!!

utopias disse...

Linda e corajosa raposinha! Segue os conselhos dos teus amigos.

1/4 de Fada disse...

Amiga, venho reforçar o que já aqui foi dito: ignora. Não merece o teu tempo.

Zilda disse...

Querida Renard
Gostei muito do texto que escolheu para definir o s/ perfil – tb acho que com o coração se vê melhor. Ou antes, tal como está no texto, não se vê senão c/ o coração. No entanto, o m/ coração diz-me que ele não deve decidir sozinho e que vale a pena reflectir e usar a lógica nem que seja a de Ariadne.
Pelo que se entende no texto do seu perfil, se perde muito tempo a zangar-se com alguém, a discutir as razões e as desrazões de determinada atitude, está a dar muita importância a alguém e ao tema em discussão. O caso só tem a importância que o tempo que perdeu com ele admite.
Posso ver como é inteligente e culta, por isso, sabe que quem se zanga, quem é agressivo… Eu sei que a raiva tb é criadora e, neste caso, levou-a a escrever um belo texto literário, mas em termos de realidade está a sofrer. Gostaria de voltar a falar consigo sobre este assunto, tranquilamente.

BlueVelvet disse...

Acompanhei este romance desde o início.
Nunca me pronunciei porque tudo se passou em comentários.
Como aqui está num post: a tua resposta foi soberba.
A pertir daqui, esquece.
Não vale a pena.
Veludinhos azuis

Pedro disse...

Confesso que cheguei aqui por acaso. Sou um “estrangeiro” vindo do LJ, mas senti uma onda de solidariedade que me fez comentar. Tudo porque percebi que foste perseguida por um tipo de “intelectual” muito comum, rasteiro, inchado e que cresce por toda a parte. O que lamento é a tua delicadeza. Ser perseguida por uma psicopata é assustador, mas até se resolve sem muito esforço. Declarar que se leu Camões, Dante, ou o diabo a quatro, aos 5 anos, é escandalosamente mentira. Se tal acontecesse, a miúda devia ser imediatamente levada em braços a um pedopsiquiatra. O que é certo é que essa espécie atreve-se sempre a julgar que somos parvos e que, como débeis, acreditamos na trampa toda que nos atiram a cara.
Enfim!
Uma boa queca resolve muita coisa.
Fica bem.
http://skyborg.livejournal.com/

Pedro disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
sagitario disse...

sinceramente estes comentários não levam a lado nenhum, anda uma grande confusão na sua linda cabecinha, você não diz coisa com coisa e ainda é tão novinha, deve adorar fazer cenas chocantes, só assim consegue dar nas vistas.
Por favor, faça coisas positivas e verá que se aquieta.

até parece que está a fazer uma guerra igual~`a do PSD, mas numa versão pobre

Pedro disse...

estás feita!
lol
tu és especialista em atrair uma espécie de moralistas totós absolutamente fascinante!